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Mudança

Bolsonaro formaliza no Diário Oficial indicação de Barros para líder do governo

Escolha do presidente consolida a aliança dele com o Centrão. Ricardo Barros vai substituir Major Vitor Hugo (PSL-GO), que não conseguir evitar derrotas do Palácio do Planalto no Congresso

Publicado em 18 de Agosto de 2020 às 12:41

Redação de A Gazeta

Publicado em 

18 ago 2020 às 12:41
Deputado federal Ricardo Barros (PP - PR)
Ricardo Barros (PP-PR) foi escolhido por Bolsonaro, na semana passada, para ser líder do governo na Câmara  Crédito: Luis Macedo/Câmara dos Deputados
O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) formalizou no Diário Oficial da União (DOU) a indicação do deputado Ricardo Barros (Progressistas-PR) para líder do governo na Câmara dos Deputados. Barros vai substituir o deputado Major Vitor Hugo (PSL-GO), que deixa a função após não conseguir evitar uma série de derrotas do Palácio do Planalto no Congresso.
A escolha de Barros foi anunciada semana passada em um gesto de Bolsonaro que consolida a aliança com o Centrão. A indicação de Barros para o posto foi patrocinada pelo líder do Progressistas, Arthur Lira (AL), que, informalmente, já atuava nos bastidores na defesa dos interesses do governo na Casa.
O ministro-chefe da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, crítico da atuação de Vitor Hugo, foi um entusiasta da mudança e trabalhou para convencer Bolsonaro que a substituição era necessária.

OUTRAS DISPENSAS

Na mesma edição do Diário Oficial, Bolsonaro ainda dispensa os deputados Ubiratan Antunes Sanderson (PSL-RS) e Fabiana Silva de Souza Poubel (PSL-RJ) da função de vice-líderes. No mês passado, Bolsonaro já havia destituído a deputada Bia Kicis (PSL-DF) da vice-liderança do Congresso e também fez outras mudanças nos cargos de vice-liderança da Câmara para alocar deputados do Centrão - os parlamentares Diego Garcia (Podemos-PR), Aloísio Mendes (PSC-MA) e Maurício Dziedricki (PTB-RS)-, além de oficializar a deputada bolsonarista Carla Zambelli (PSL-SP) como interlocutora do governo.
As mudanças, conforme o Broadcast Político (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) apurou, fazem parte da tentativa de Bolsonaro de se afastar do seu núcleo mais ideológico no Congresso.
A avaliação de bolsonaristas é que o presidente quer se desvincular de nomes capazes de gerar mais ruído na relação entre o Executivo e o Judiciário. Ao mesmo tempo, aproveita o movimento para acomodar nomes do Centrão e para "azeitar" sua articulação no Congresso.
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