Publicado em 8 de março de 2023 às 20:40
SÃO PAULO - O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) confirmou à rede de TV CNN nesta quarta-feira (8) que um pacote de presentes encaminhado pelo governo da Arábia Saudita em 2021 foi incorporado ao acervo privado dele, mas negou ilegalidades.>
O pacote, que inclui relógio, caneta, abotoaduras, anel e um tipo de rosário, todos da marca suíça de diamantes Chopard, estava na bagagem de um dos integrantes da comitiva que tinha visitado o país árabe naquele ano e não foi interceptado pela Receita Federal na chegada ao Brasil, diferentemente de outro pacote de joias avaliado em R$ 16,5 milhões.>
À rede de TV, sem dar mais detalhes, Bolsonaro afirmou: "Não teve nenhuma ilegalidade. Segui a lei, como sempre fiz".>
No último sábado (4), em evento com a direita americana nos Estados Unidos, o ex-presidente não havia mencionado esse outro pacote ao dar explicações sobre os presentes enviados pelos sauditas. >
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"Eu agora estou sendo crucificado no Brasil por um presente que não recebi. Vi em alguns jornais de forma maldosa dizendo que eu tentei trazer joias ilegais para o Brasil. Não existe isso", afirmou na ocasião.>
A apreensão de joias vindas da Arábia Saudita na Receita Federal em Guarulhos (SP) foi revelada pelo jornal O Estado de S. Paulo na última sexta-feira (3). A Polícia Federal abriu um inquérito para apurar o caso, e a Receita divulgou nota afirmando que o governo Bolsonaro não seguiu na ocasião os procedimentos devidos para a incorporação dos objetos ao acervo público. Esse conjunto apreendido com a comitiva do então ministro Bento Albuquerque, tem valor estimado em R$ 16,5 milhões.>
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