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Após ser citado, ministro de Bolsonaro publica vídeo com críticas a Mandetta

O ministro das Comunicações, Fábio Faria, pergunta no vídeo se "o senhor reiteraria hoje essa mesma recomendação? O senhor se considera genocida por ter feito essa recomendação?"

Publicado em 04/05/2021 às 17h31
O presidente da Telebras, Jarbas Valente, e o ministro das Comunicações, Fábio Faria, durante apresentação à  imprensa do protótipo de conexão de internet móvel via satélite.
O presidente da Telebras, Jarbas Valente, e o ministro das Comunicações, Fábio Faria, durante apresentação à  imprensa do protótipo de conexão de internet móvel via satélite. Crédito: Marcello Casal JrAgência Brasil

Após o ex-ministro Luiz Henrique Mandetta ter afirmado que recebeu uma mensagem por engano nesta segunda-feira (3) do ministro das Comunicações, Fábio Faria, o auxiliar do presidente Jair Bolsonaro investiu nas redes sociais contra o ex-titular da Saúde.

"Eu não vi uma palavra do senhor quando no final do ano passado muitos estados, que tinham feito hospitais de campanha, desmontaram hospitais de campanha e o senhor não deu uma palavra em relação a isso, que poderia ter salvado muitas vidas também", disse Faria, em vídeo publicado no Twitter.

Ele também repetiu a pergunta que o senador Ciro Nogueira (PP-PI) fez a Mandetta durante a CPI da Covid —e que o ex-ministro disse ter recebido na véspera por mensagem de texto, posteriormente apagada, do próprio Faria.

"O senhor dizia que as pessoas não buscassem hospitais quando tivessem sintomas, para não superlotar os hospitais, que apenas quando tivessem falta de ar, problema de respiração, buscassem os hospitais. E muitas dessas pessoas que ouviram o ministro Mandetta naquele momento podem ter chegado aos hospitais, terem sido intubadas e muitos foram a óbito, ministro. Minha pergunta é clara: o senhor se arrepende de ter feita essa recomendação? O senhor reiteraria hoje essa mesma recomendação? O senhor se considera genocida por ter feito essa recomendação?", disse Faria.

Mandetta afirmou na CPI que as recomendações tanto da OMS (Organização Mundial da Saúde) quanto do ministério são buscar o "seu provedor de saúde imediatamente se você sentir os sinais de perigo", entre elas a dificuldade de respirar.

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