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É reumatologista da Imunomed

Imunobiológicos: aliados para evitar o abandono do tratamento de doenças autoimunes

Desenvolvidos a partir da biologia molecular, os remédios biológicos são capazes de atuar nos lugares específicos das vias imunológicas e inflamatórias de diversas doenças, principalmente as de caráter autoimune

  • Andressa Silva Abreu É reumatologista da Imunomed
Publicado em 14/10/2022 às 15h35

As doenças autoimunes atingem 65 pessoas a cada 100 mil indivíduos em todo o mundo, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). Somente no Brasil, mais de 13 milhões de pessoas apresentam algum tipo de manifestação autoimune, sendo que 80% têm origem genética, conforme dados do Ministério da Saúde.

É importante ressaltar que as doenças autoimunes não têm cura, portanto os pacientes precisam conviver com o problema. Então, diante de um tratamento tradicional longo e com efeitos colaterais e reações adversas, como evitar que o paciente abandone os cuidados, piorando assim seu estado físico, emocional e a qualidade de vida?

Aí entra um enorme avanço da Medicina: o tratamento com imunobiológicos, que vem ganhando destaque e sendo, cada vez mais, recomendado. Com esses medicamentos, é possível amenizar os sintomas dos ataques recorrentes ao próprio organismo, sendo uma maneira eficiente e avançada de tratar as doenças autoimunes.

Exame
Tratamento exige acompanhamento médico. Crédito: Pixabay

Desenvolvidos a partir da biologia molecular, os imunobiológicos são capazes de atuar nos lugares específicos das vias imunológicas e inflamatórias de diversas doenças, principalmente as de caráter autoimune. Assim, esses medicamentos podem substituir as altas doses de corticoides presentes em alguns medicamentos para doenças autoimunes. Ou seja, são capazes de eliminar ou impedir o desenvolvimento de células anormais, o que melhora consideravelmente a qualidade de vida dos pacientes.

Contudo, o tratamento com imunobiológicos dependerá muito do protocolo estabelecido pela doença. Em alguns casos, inicialmente deve-se fazer um tratamento com outras medicações para só depois incluir o uso dos imunobiológicos. Além disso, é fundamental que a administração desse tipo de tratamento seja realizada por clínicas especializadas para essa função.

Segundo a Federação Médica Brasileira (FMB), esse tipo de tratamento deve ser realizado com o máximo de segurança e de forma mais humanizada possível. Atualmente, graças aos centros de infusão especializados, não há mais necessidade de que o paciente fique internado para a realização do tratamento. A aplicação dos medicamentos é feita de forma endovenosa ou subcutânea, ou seja, a pessoa poderá retornar para o conforto de sua casa no mesmo dia.

Entre as doenças autoimunes que podem ser tratadas com o acompanhamento de medicamentos imunobiológicos estão: artrite reumatoide; psoríase; artrite psoriásica; espondilite anquilosante; artrite idiopática juvenil; lúpus eritematoso sistêmico; doença inflamatória intestinal; esclerose múltipla; urticária e asma.

Diante do exposto, o uso de medicamentos biológicos torna possível que as pessoas com doenças autoimunes tenham um tratamento mais eficaz e humanizado, tornando possível uma vida normal, o que faz uma grande diferença na rotina dos pacientes.

Este texto não traduz, necessariamente, a opinião de A Gazeta.

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