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Maria Goretti Quadros

Artigo de Opinião

É assessora de investimentos e head da Aspen Investimentos em Vitória
Maria Goretti Quadros

Estagflação: os anos 80 e 90 estão de volta?

Foi um período em que os brasileiros viam os preços de tudo subindo dia após dia. Infelizmente, não é mais só uma recordação
Maria Goretti Quadros
É assessora de investimentos e head da Aspen Investimentos em Vitória

Publicado em 31 de Maio de 2022 às 15:00

Publicado em 

31 mai 2022 às 15:00
Alimentos puxaram a inflação para baixo em setembro
Alimentos mais caros com a inflação Crédito: Reprodução | Pixabay
Imagine a cena da remarcação de preços contínua nos supermercados e a sensação da necessidade de “fazer estoque” quando encontra um preço razoável com medo da próxima atualização dos preços, que é cada vez mais crescente. Poderia ser reprise dos anos de 1980 e 1990, quando os brasileiros viam os preços de tudo subindo dia após dia? Infelizmente, não é uma recordação. Essa cena se tornou cotidiana nos lares brasileiros em pleno ano de 2022.
O fenômeno estagflação explica bem esse momento da economia brasileira: resultado da mistura a recessão, que é a queda da atividade econômica, sintomas dos impactos da pandemia; com a inflação crescente inflação que assola o país. Nos últimos 12 meses, o IPCA-15 (índice que dá uma prévia da inflação ao consumidor final) acumulou em 12,30%.
Ajustar esse cenário não é uma tarefa fácil, pois políticas para conter a inflação por meio da elevação de juros podem ter o efeito indesejado de reduzir ainda mais a atividade econômica, aumentando o desemprego. Já a redução dos juros com o objetivo de incentivar a atividade econômica e geração de empregos pode descontrolar ainda mais a inflação.
Diante da incerteza do momento, o primeiro passo é liquidar dívidas. Quem está endividado deve procurar seus credores e negociar condições para pagar e eliminar essas pendências, evitando que se tornem uma bola de neve de juros. Depois de resolvido o problema das dívidas, a formação de uma reserva de emergência deve ser uma das prioridades das famílias. Esse recurso deve ser acessado em momentos de imprevistos, como saúde ou desemprego.
Para quem conseguiu organizar as contas da casa e formar a reserva, a orientação é que estude o mercado financeiro e busque orientação profissional para investir com assertividade e não “perder” dinheiro para a inflação. A diversificação é uma das alternativas para garantir liquidez e rentabilidade aos investimentos, reduzindo possíveis riscos das oscilações do mercado.
A verdade é que, diferentemente dos anos 80 e 90, a população tem maior facilidade de acesso à educação financeira. Na internet, de forma gratuita, é possível aprender sobre reserva de emergência e estratégias de investimentos. Na era digital, a estagflação ainda assusta, mas é possível reduzir os impactos deste cenário incerto da economia com conhecimento.
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