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É superintendente da CDL Vitória

Entre esperança e desalento: os altos e baixos de quem empreende

A atividade do comércio tem sido marcada por muitas oscilações nos últimos meses

Publicado em 21/10/2021 às 02h00
Movimento de pessoas no comércio da Glória, em Vila Velha
Embora mais controlada e apresentando boas perspectivas de superação para os próximos meses, a pandemia ainda traz muitas incertezas com relação à recuperação do comércio. Crédito: Ricardo Medeiros

A atividade do comércio tem sido marcada por muitas oscilações nos últimos meses. O setor começa a se recuperar das crises mais recentes, em seguida mostra dificuldade de crescimento e assim vai se alternando entre meses em alta e meses em queda.

Em agosto mais uma vez o faturamento do setor caiu, apresentando um recuo de expressivos 3,1%. Segundo dados mais recentes, referentes a setembro de 2021, a Fundação Getulio Vargas (FGV) observou uma queda na confiança dos empresários do setor de comércio.

Embora mais controlada e apresentando boas perspectivas de superação para os próximos meses, a pandemia ainda traz muitas incertezas com relação à recuperação do comércio. A queda na confiança empresarial pode ser atribuída a alguns fatores que têm impactado diretamente na vida da população, como alta dos combustíveis, aumento da tarifa de energia elétrica ocasionada pela crise hídrica, juntamente com a alta inflacionária que tem refletido direto no reajuste de muitos produtos básicos do dia a dia.

Já os dados de emprego e, em particular, do comércio, apresentaram uma recuperação mais lenta e contínua ao longo dos últimos meses. Segundo dados do Caged, o comércio criou 77,8 mil vagas em agosto de 2021. Levando-se em conta todos os setores da economia, mais de 372 mil vagas com carteira assinada foram criadas, registrando o maior número de empregos formais desde fevereiro.

Essa realidade de altos e baixos e cenários oscilantes impacta diretamente no comércio e demais setores produtivos e nas perspectivas de curto e médio prazo. São muitos os desafios para se chegar a uma recuperação favorável do comércio e da economia em geral, de modo a fortalecer o poder de compra da população, reduzir o arrocho e o endividamento das famílias e trazer melhores expectativas para todos.

É muito necessária a união de esforços para que a retomada da economia se concretize num futuro próximo, desde que haja, contudo, políticas de apoio e incentivo por parte do governo federal, Estados e municípios. Que estes priorizem, acima de tudo, as melhorias necessárias para vivermos dias melhores.

Este texto não traduz, necessariamente, a opinião de A Gazeta.

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