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É diretor-geral do portal Empregos.com.br

E agora, como fica o modelo de home office?

Caso a empresa peça o retorno obrigatório, o funcionário que não concorda com isso precisa rever suas prioridades e entender se realmente existe um fit cultural com a companhia

  • Leonardo Casartelli É diretor-geral do portal Empregos.com.br
Publicado em 21/07/2022 às 15h30

O retorno ao trabalho presencial pós-Covid-19 impulsionou uma onda recorde de demissões voluntárias dentro das organizações empresariais. Somente em março de 2022, o número de pedidos bateu recorde no Brasil. Ao todo, 603 mil trabalhadores pediram para sair de seus empregos, segundo dados divulgados pelo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados). A alta chama a atenção, principalmente pelo cenário de instabilidade econômica, em que a taxa de desemprego brasileira se encontra em 9.8%.

Nesse contexto, podemos questionar: qual é o papel das empresas na volta ao trabalho presencial? Entender a preferência e as necessidades de seus colaboradores é fundamental para não perder parte do quadro de funcionários. Muitos profissionais têm postado nas redes sociais o absurdo que para eles representa a obrigatoriedade do retorno aos escritórios. Se isso é certo ou errado, vai depender da cultura organizacional da empresa e da preferência do colaborador.

De fato, o modelo home office mudou a forma de trabalhar, com vantagens como: melhora na qualidade de vida, redução de custos e maior flexibilidade com o horário de trabalho, fatores determinantes para grande parte dos colaboradores, e que os afasta do modelo presencial.

Caso a empresa peça o retorno obrigatório, o funcionário que não concorda com isso precisa rever suas prioridades e entender se realmente existe um fit cultural com a companhia. Via de regra, o bom senso deve sempre prevalecer. Neste caso, o ideal é conversar com os superiores para entender o motivo pelo qual o retorno ao modelo foi solicitado, e ver se realmente existem justificativas que corroboram com a decisão, como por exemplo: se a empresa notou queda de performance no trabalho remoto; se algumas atividades são inviabilizadas a distância; ou ainda se haverá alguma nova atribuição que fará com que seja necessário o retorno  presencial.

Diante da necessidade de se adequar às expectativas dos colaboradores, as companhias optaram por oferecer um novo modelo de trabalho para as suas equipes: o híbrido, que mescla home office e presencial. As empresas que desejam atrair e reter talentos precisam dar uma atenção especial ao modelo de contratação, pois hoje é um diferencial.

Mesmo com essa flexibilização, é importante ressaltar que a volta ao escritório após um longo período em casa exige uma atenção maior. Além de disponibilizar álcool em gel, estimular a higiene constante e aumentar o distanciamento das mesas, os gestores precisam ter empatia e respeito durante a reintegração, em especial quando algum problema surgir. O ambiente precisa ser humano, acolhedor e sempre demonstrar cuidado com a saúde mental das pessoas.

Este texto não traduz, necessariamente, a opinião de A Gazeta.

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