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Júnior Abreu

Artigo de Opinião

É administrador. Secretário-chefe da Casa Civil do Governo do Estado
Júnior Abreu

Diretas Já, o ano de 1985 e o valor sagrado da democracia, 40 anos depois

Evidentemente, nossas instituições democráticas não são perfeitas e demandam constante aprimoramento
Júnior Abreu
É administrador. Secretário-chefe da Casa Civil do Governo do Estado

Publicado em 04 de Setembro de 2025 às 14:17

Publicado em 

04 set 2025 às 14:17
O início de 1985 trazia novos ventos para a política nacional. Em janeiro daquele ano, Tancredo Neves foi eleito presidente da República pelo Colégio Eleitoral, tendo como vice José Sarney. Após 21 anos e cinco generais presidentes (Castello Branco, Costa e Silva, Médici, Geisel e Figueiredo), um civil voltaria a ocupar o mais alto posto da República.
Por uma fatalidade, Tancredo morreu antes de tomar posse. Coube, então, a Sarney o papel de comandar o país. A eleição de Tancredo, embora indireta, refletia os anseios de nós, brasileiros, por mudanças – ele derrotou o candidato alinhado ao regime, Paulo Maluf. A campanha das Diretas Já, entre 1983 e 1984, com manifestações nas ruas, inclusive em Vitória, já tinha dado o recado sobre o que o País exigia: votar para presidente.
Embora a chamada “Emenda Dante de Oliveira”, que reestabelecia a eleição direta para o cargo, não tivesse sido aprovada pelo Congresso Nacional, o movimento por esse direito era irreversível. O regime militar dava sinais de esgotamento, embora a linha-dura das Forças Armadas estivesse sempre à espreita.
A liderança serena de Tancredo conduziu o país em sua volta à normalidade. Ele foi um dos signatários do “Compromisso com a nação”, um documento que se comprometia com o restabelecimento imediato das eleições diretas, livres e com o sufrágio universal.
Sarney deu continuidade ao compromisso firmado com a Nação e, em julho de 1985, enviou ao Congresso Nacional a proposta de convocação da Assembleia Nacional Constituinte (ANC), que estendeu os seus trabalhos de 1987 a 1988. Ao fim desse processo, o Brasil tinha uma nova constituição, a “Constituição Cidadã”. Foi na sessão de promulgação da nova Carta que Ulysses Guimarães, presidente da ANC, disse a frase que entrou para a história: “Temos ódio e nojo da ditadura”.
Comício das Diretas Já na Praça da Sé, em São Paulo, no dia 25 de janeiro de 1984
Comício das Diretas Já na Praça da Sé, em São Paulo, no dia 25 de janeiro de 1984 Crédito: Agência Brasil
Em 1989, o país pôde, enfim, escolher o seu presidente. Sinal do anseio da sociedade brasileira em participar da política nacional, as eleições daquele ano tiveram 22 candidatos a presidente, das mais variadas correntes políticas. Fernando Collor de Mello saiu vencedor do pleito. Desde então, tivemos eleições regulares, com ampla participação e envolvimento da população. As eleições municipais de 1996 foram as primeiras a contar com a urna eletrônica, um notório sinal do aperfeiçoamento do nosso sistema e justiça eleitorais.
Evidentemente, nossas instituições democráticas não são perfeitas e demandam constante aprimoramento. No entanto, não devemos perder de vista o que nós, brasileiros, conquistamos. Quarenta anos depois daquele longínquo 1985, fica ainda mais cristalino o valor sagrado da democracia.
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