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Virgínia Altoé Sessa

Artigo de Opinião

É médica oncologista
Virgínia Altoé Sessa

Câncer de pâncreas e colorretal: novas descobertas acendem a luz da esperança

Recentemente, um medicamento, que já era aprovado pela Anvisa, surpreendeu a comunidade científica ao fazer desaparecer o câncer colorretal em 100% dos pacientes submetidos ao tratamento da doença
Virgínia Altoé Sessa
É médica oncologista

Publicado em 29 de Agosto de 2022 às 13:54

Publicado em 

29 ago 2022 às 13:54
Uma das doenças mais temíveis do mundo, o câncer ainda traz muitos obstáculos a serem enfrentados e várias perguntas à espera de respostas e soluções para milhões de pacientes que lutam contra essa enfermidade desafiadora.
Mas, na contramão de todos esses enfrentamentos, estudos e descobertas contribuem para fortalecer a luta de pacientes e médicos contra tantas neoplasias de difícil solução.
A cada nova descoberta, a esperança se fortalece e faz morada em nossas expectativas (e corações). Pesquisas aprimoram os estudos já em andamento, reinventam tratamentos e descobrem novas funções de medicamentos para tratar tumores agressivos.
Recentemente, um novo estudo do Instituto de Pesquisa do Câncer, em Londres, acendeu a esperança para o tratamento do câncer de pâncreas, considerado uma das neoplasias mais agressivas e letais.
Segundo os pesquisadores, o aumento dos níveis de uma proteína chamada Grem1 nas células doentes estimula a sua regressão e ainda pode impedir que elas se espalhem pelo corpo, causando metástase. Ainda que esteja em sua fase inicial, trata-se de um ponto de partida importante para, assim, chegarmos ao desenvolvimento de drogas potentes e eficazes para combater o câncer de pâncreas.
Recentemente, um medicamento, que já era aprovado pela Anvisa, surpreendeu a comunidade científica ao fazer desaparecer o câncer colorretal em 100% dos pacientes submetidos ao tratamento da doença.
No teste, feito com 12 pacientes, os pesquisadores aplicaram localmente um anticorpo monoclonal chamado dostarlimab, e todos eles apresentaram remissão da doença. E, após o tratamento, exames como ressonância magnética, avaliação endoscópica, toque retal ou biópsia não apontaram evidências da presença de tumor.
Sabemos que essas e outras descobertas em andamento não estarão disponíveis em nossos centros de tratamento num espaço curto de tempo, especialmente no tempo que nós gostaríamos.
Há um caminho longo a ser percorrido e cada nova descoberta fortalece a esperança e a certeza de que estamos no caminho certo em busca de soluções que farão toda a diferença na vida de pacientes e seus entes queridos.
Em meio a enfrentamentos e soluções, seguimos na busca, não apenas das curas, mas dos melhores tratamentos possíveis para levar conforto, dignidade e alívio para todos os pacientes oncológicos, dentro de todas as possibilidades científicas e humanas que dispomos.
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