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Polyana Paixão

Artigo de Opinião

É médica veterinária, especialista em gatos e membro da Academia Brasileira de Clínicos de Felinos (ABFEL) e da American Association of Feline Practitioners (AAFP)
Polyana Paixão

Alzheimer e dor crônica: como reduzir o impacto do envelhecimento nos gatos

O diagnóstico após os primeiros sinais de doenças neurodegenerativas pode garantir mais qualidade de vida ao seu animal
Polyana Paixão
É médica veterinária, especialista em gatos e membro da Academia Brasileira de Clínicos de Felinos (ABFEL) e da American Association of Feline Practitioners (AAFP)

Publicado em 25 de Fevereiro de 2025 às 11:57

Publicado em 

25 fev 2025 às 11:57
Use brinquedos e petiscos para auxiliar no desenvolvimento dos gatos
Estimular a mente com brincadeiras e interação social pode ajudar os gatos nessa fase Crédito: Pexels
Você sabia que gatos também podem desenvolver uma condição semelhante ao Alzheimer? Assim como acontece com os seres humanos, os felinos idosos podem apresentar sinais de deterioração cognitiva, conhecida como Síndrome da Disfunção Cognitiva (SDC).
Com o avanço da idade, especialmente a partir dos 15 anos, os neurônios dos gatos começam a perder suas funções, resultando em mudanças comportamentais que podem indicar a SDC. O felino pode demonstrar desorientação, não reconhecer seus tutores, vocalizar excessivamente à noite, evitar interações e até esquecer hábitos básicos, como usar a caixa de areia ou se alimentar corretamente. Além disso, alguns podem se tornar agressivos, perder o interesse por brincadeiras ou simplesmente ficar parados olhando para o nada.
Outro aspecto que merece atenção é a dor crônica nesta fase, especialmente nas articulações. Com o passar dos anos, os gatos podem desenvolver osteoartrite, uma condição dolorosa que reduz sua mobilidade e os impede de realizar atividades comuns, como pular ou escalar móveis. Diferentemente dos cães, os felinos escondem sinais de dor, o que torna o diagnóstico ainda mais desafiador. Se seu gato passou a evitar subir em locais altos ou demonstra rigidez ao caminhar, é hora de procurar um veterinário.
Embora a Síndrome da Disfunção Cognitiva não tenha cura, algumas medidas e tratamentos podem retardar sua progressão e garantir mais conforto ao animal. Criar um ambiente adaptado com rampas, escadinhas e barreiras de proteção ajuda a evitar quedas e fraturas.
Além disso, manter a alimentação equilibrada, oferecer suplementos com antioxidantes e ácidos graxos, estimular a mente com brincadeiras e interação social, além de proporcionar um ambiente tranquilo com feromônios sintéticos são formas de melhorar a qualidade de vida do seu gato idoso.
O mais importante é estar atento aos primeiros sinais e buscar orientação veterinária o quanto antes. O diagnóstico precoce pode fazer toda a diferença para que seu companheiro felino envelheça com dignidade, conforto e carinho. Reflita sobre a importância do cuidado com os animais idosos e garanta que seu gato tenha uma velhice feliz e saudável.
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