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A nova dimensão social das empresas no capitalismo de stakeholders

O empreendedorismo, o diálogo e a noção de ecossistema passam a ser uma exigência central não só das empresas, mas também de suas equipes de colaboradores

Publicado em 29/12/2021 às 02h00

As profundas mudanças que estamos experimentando no mundo dos negócios, entre as quais se destacam a ascensão das grandes empresas de informação e tecnologia como GoogleFacebook, Apple e Amazon, também mudam toda a nossa sociedade e comportamentos. Quando lemos um romance de Jorge Amado passado em sua querida Bahia, por exemplo, vemos as práticas de um capitalismo que já morreu. A figura desse capitalista que fumava charutos e tinha um ar perverso está desaparecendo.

Mais do que isso. Na terceira década do século XXI, as mudanças que o capitalismo moderno está realizando têm aproximado suas práticas de teses que um dia pertenciam a pequenos grupos: a defesa do meio ambiente, o envolvimento com as comunidades de alguma forma afetadas por sua ação e participação política mais clara nos destinos da sociedade. É a nova dimensão social das empresas, que também tem sido chamada de capitalismo de stakeholders.

Esse novo modelo de gestão econômico da sociedade também demandou grandes modificações nas formas de gestão das próprias organizações produtivas. Afinal, são as empresas as operadoras concretas desse novo modelo.

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Nesse contexto, o empreendedorismo, o diálogo e a noção de ecossistema passam a ser uma exigência central não só das empresas, mas também de suas equipes de colaboradores.

Assim estão sendo construídos outros patamares de ação colaborativa, com democratização das decisões internas, participação nos resultados e outros elementos de gestão que tornam o clima interno mais leve e produtivo. Toda a literatura de cultura organizacional aponta para esses novos mecanismos de gestão. As empresas têm agora uma relação mais democrática e participativa para dentro e para fora.

Outro ponto mais do que importante para entender o que se passa a nosso redor são os canais contemporâneos de comunicação. Ela agora precisa ser mais ágil para atingir um público cada vez mais fragmentado. Afinal, não seria o velho modelo capaz de atingir novos atores sociais com mais resultados, os novos públicos cada vez mais segmentados. Essa comunicação mais ágil e presente foi possibilitada pelas novas tecnologias, pela banalização do uso das redes sociais.

É nesse momento da nova realidade empresarial que temos atuado. Com empresas que atuam conectadas a grupos e novas demandas, as marcas se tornam mais humanas. E os humanos, por sua vez, se tornam mais marcas. Já que neste novo mundo uma pessoa pode ter milhões de seguidores, tornando-se uma liderança capaz de influenciar comunidades inteiras.

O lado bom de tudo isso é que existe uma nova forma de ser e fazer para as empresas que leva em conta mais do que as planilhas, os lucros e a gestão dura do dia a dia. Nela, esses elementos continuam tendo importância. Mas passam a coexistir com valores, propósito e mesmo com a saúde física e mental de seus colaboradores. Cabe a cada empreendedor compreender-se como agente transformador central neste processo em que a maior evolução é a humanização.

Este texto não traduz, necessariamente, a opinião de A Gazeta.

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