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Todas Elas

Saúde mental, finanças e IA: as dicas para mulheres alavancarem carreira

Papo do Ano promoveu conexão entre mulheres empreendedoras e profissionais de diferentes áreas de atuação; veja fotos

Publicado em 03 de Outubro de 2025 às 18:19

Gabriela Maia

Publicado em 

03 out 2025 às 18:19
Fotos do evento Papo do Ano 2025 - Em sua terceira edição, a programação do Papo do Ano contou com 4 workshops e 3 paines sobre liderança femina
Em sua terceira edição, a programação do Papo do Ano contou com 4 workshops e 3 paines sobre liderança femina Crédito: Thamyres Valadares
Finanças, inteligência artificial e saúde mental. Esses foram os principais temas abordados na terceira edição do maior evento de liderança feminina do Espírito Santo, que aconteceu na última quinta-feira (3), em Vitória. Com o tema “Mulheres que Desafiam Limites”, o evento reuniu empreendedoras e profissionais de diferentes áreas em um dia de programação com três painéis e quatro workshops. O Papo do ano contou com o apoio institucional de A Gazeta e do projeto Todas Elas.
O Papo do Ano é um evento promovido pelo coletivo de mulheres Papo de Quinta, criado pela empreendedora Flavia Herkenhoff, para manter conexão entre o público feminino. "Acredito que a gente aprende muito ouvindo histórias também inspiradoras. Então, promover o debate dessa forma e trazendo histórias de mulheres completamente diferentes é o que desejo, porque acho que isso melhora a nossa vida pessoal e profissional", conta Flavia. 
Eu acredito em rede e em comunidade. Realmente acho que a conexão é a moeda do século
Flavia Herkenhoff - Fundadora do Papo de Quinta

Saúde mental e liderança feminina

O segundo painel abordou a temática “Saúde mental e liderança feminina”, com a  participação da psiquiatra geral e da infância Fernanda Mappa e da psicóloga e pesquisadora Janice do Carmo. A palestra foi mediada pela gerente executiva de produto digital de A Gazeta, Elaine Silva. A mediadora foi a primeira mulher a se tornar editora-chefe em 90 anos do jornal, além de ter sido uma das responsáveis pela transição digital do portal e uma das idealizadoras do Todas Elas. “Eu fico muito feliz de poder contar a história de mulheres maravilhosas e mulheres que fazem a diferença na vida de outras mulheres”, afirmou Elaine.
Durante o bate-papo, a psiquiatra Fernanda Mappa abordou o impacto dos afastamentos por doença mental nas empresas do país. “A crise de saúde mental no Brasil tem maior número de afastamentos por ansiedade e depressão em 10 anos. Os dados de 2024 mostram que o país registrou mais de 470 mil afastamentos por transtorno mental”, alertou a especialista.
Segundo Fernanda, as doenças mentais que mais afetam as mulheres são a ansiedade, depressão e o transtorno afetivo bipolar. Ela alertou sobre os sinais para identificá-las. “Para a depressão tem a questão do humor por no mínimo duas semanas, a diminuição de interesse e prazer. Aqui vem também a redução acentuada de libido. [...] A ansiedade, todos nós temos. Uma resposta ansiosa, um comportamento ansioso. Nem tudo é patológico, nem tudo vai requerer intervenção. Mas, quando a gente está falando de medos excessivos e paralisantes, e o impacto daquele sintoma realmente fica muito grande em vários ambientes.”
O tema do segudo painel foi
O tema do segundo painel do Papo do Ano abordou saúde mental e liderança feminina Crédito: Thamyres Valadares
A psiquiatra destacou que muitos fatores podem levar ao adoecimento mental. “A pressão por performance, a questão da solidão e o perfeccionismo são situações que realmente marcam o que a gente chama de medo excessivo”, diz a especialista.
A psicóloga Janice do Carmo abordou a importância de conhecer os profissionais da saúde e saber como cada um deles atua para os cuidados de saúde mental. “Quando desenvolve cursos voltados para esse plano de ação, a gente precisa explicar a diferença dos profissionais e a importância de cada um deles. Entender de adoecimento mental não vai fazer diferença só no seu espaço de trabalho. Vai fazer diferença para a sua vida”, destaca.
Elaine Silva encerrou o painel falando sobre a importância do assunto e os desafios enfrentados pelas mulheres. “Esse protagonismo feminino que a gente discute aqui carrega um tanto de coisas por trás. Esses dias vi a (atriz) Ingrid Guimarães falando ‘é menstruação, é TPM, é marido, é filho chorando, filho doente’... e é mãe que tem que cuidar. Depois ainda vem a menopausa. É um protagonismo feminino difícil, mas que tem evoluções. Tem mais mulheres trabalhando, mais mulheres liderando e terão ainda mais. Por isso, precisamos do apoio da saúde mental."

Poder da independência financeira

O terceiro painel foi apresentado pela empresária Michelle Vilarinho, pela terapeuta, mentora e CEO Vann Porath e teve mediação da advogada especialista em direito imobiliári, Gabrielle Dutra. Com o tema “Mulheres investidoras e o poder da independência financeira”, as palestrantes compartilharam suas experiências e deram dicas de como conquistar a liberdade financeira e acumular patrimônio.
Vann Porath falou sobre a relação com o dinheiro e o medo de dar certo. “Por um lado a gente diz que quer ganhar milhões, crescer e ter sucesso. Aí a gente começa a crescer um pouquinho e pensar ‘será que eu vou ter tempo?’, ‘vou conseguir?’. Então, todas essas emoções ficam mais afloradas dentro da gente”, aponta.
A mentora explica que é importante reformular as crenças em relação ao dinheiro. “Eu costumo dizer que existe uma guerra invisível entre a gente e o dinheiro. E essa guerra invisível começou na nossa ancestralidade, com os nossos pais, nossos avós, com a história da nossa família. Eu ouvia que ‘é mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha do que um rico entrar no reino dos céus’. E essas coisas ficam na cabeça da gente”, afirma Vann.
“A gente vai precisar aprender a gerenciar as nossas emoções se quiser fazer o nosso negócio dar certo. Há 5 anos, eu desisti de ser professora universitária e comecei a atender como terapeuta num quartinho no meu apartamento. Eu ganhava R$ 1.500 por mês. Hoje tenho quatro empresas, cada uma delas gera em torno de R$ 3,8 milhões a R$ 4,2 milhões por ano. E hoje posso dizer que valeu a pena desistir e enfrentar a loucura. Mas, para isso, eu precisei entender outras coisas, porque eu não me sentia merecedora de sucesso”, relembra a terapeuta
A empresária Michelle Vilarinho trouxe a importância do planejamento para alcançar a liberdade financeira e mais segurança no futuro. “Quando não olha para o nosso futuro, a gente deixa também de olhar o quanto que eu vou dar de preocupação para os meus filhos. Pense na liberdade financeira de vocês para garantir a realização dos sonhos, do ano sabático, da bolsa dos sonhos e todas as outras coisas, mas também dar mais flexibilidade para os seus filhos. Isso é super importante”, destaca.
A palestrante também afirma que é importante começar a investir, mesmo com pouco dinheiro. “Eu costumo dizer que, se hoje uma mulher tem uma capacidade de mensalidade de R$ 1.200, ela consegue entrar no plano de herança em patrimônio maravilhoso. A nossa mentalidade tem que ser falar ‘como eu multiplico esse dinheiro?’, ‘como eu faço para trabalhar para mim?’", orienta a especialista.

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