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Publicado em 30 de maio de 2025 às 11:23
“Eu teço prazer.” A frase da crocheteira Elaine Alves da Silva, 61 anos, traduz o sentimento de quem encontrou, nas linhas e nas agulhas, um novo propósito de vida após a se aposentador como professora da rede estadual. Buscou capacitação, se especializou na confecção de bolsas de crochê e fundou sua marca, Vó Nair, em homenagem à mãe que lhe ensinou o ofício ainda na infância.>
Hoje, suas peças atravessam os limites do Espírito Santo e chegam a outros Estados e até ao exterior. ““Eu gosto muito de trabalhar com isso. Para mim, é uma terapia, porque quando você está ali tecendo, você esquece de tudo”, destaca.>
Assim como Elaine, mulheres de diferentes idades encontram no empreendedorismo uma oportunidade de mudar de carreira, inovar no trabalho e complementar a renda. Mudança de vida que foi o foco da Feira de Mulheres Empreendedoras, promovida pela Prefeitura de Vitória nesta semana. >
O evento contou com diferentes produtos, como peças de crochê, perfumaria, jóias, cestaria e costura criativa. Mais do que vender produtos, o evento foi palco de encontros, trocas de experiências, lição de vida e reinvenção — uma vitrine do potencial feminino.>
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Foi depois do diagnóstico de autismo do filho que Andressa Galvão tomou a decisão de deixar o emprego formal e apostar no empreendedorismo. Assim, em 2018, nasceu a Hipo Kids, marca capixaba pioneira que cria roupas para meninas e suas bonecas. “É a nossa marca registrada. A gente oferece opções para vestir a criança e a boneca da mesma forma, e elas saem iguaizinhas.”>
Há três anos, Andressa trabalha ao lado de sua mãe, Elizabethe Dias, que se juntou à filha para acelerar ainda mais o negócio. “Nossa loja é empreendedorismo materno na veia, porque é mãe ajudando mãe. Ela é minha rede de apoio e minha sócia ao mesmo tempo.”>
A empreendedora conta que sua loja é pioneira no Estado e que as roupas de boneca incentivam as crianças a brincar ainda mais. “Hoje em dia, as mães buscam opções para tirar os filhos de telas. Isso aqui é um produto muito especial, porque traz esse resgate da infância, das mães que brincavam de boneca e que querem ter essa lembrança com as filhas”, afirma Andressa. >
Feira reúne empreendedoras capixabas em Vitoria
Na época da pandemia, Jaqueline Martins começou a empreender com decorações para casa e se especializou no ramo de cestarias. “Eu quis, de alguma forma, trabalhar a mente, fazer trabalho com as mãos, e sempre gostei muito dessa parte de cestinhas. Eu faço em alguns formatos, como coração, redondo, oval, faço peças para parede também. A cestinha é muito versátil. Em qualquer lugar que você coloque na sua casa, você vai estar organizando e decorando seu espaço”, completa.>
Jaqueline conta que gosta de trabalhar com peças versáteis. “Um cachepô, por exemplo, você pode usar como porta-chave ou porta-joia, usar em uma mesa posta, como porta-talheres. São várias as possibilidades de um produto”, afirma. “Hoje sou 100% empreendedora. Sempre estou nas feiras; é uma renda extra que eu faço.”>
Já a advogada Gisele Dutra deixou o cargo de assessora no Ministério Público do Espírito Santo, onde atuou por 12 anos, para começar do zero no mundo dos laços e acessórios. “Mudei totalmente de ramo e eu fui para o lado dos laços. Eu não sabia vender nada nem fazer laço”, revela. >
Para começar a dar os primeiros passos como empreendedora, Gisele buscou capacitação e se dedicou aos estudos.“Fiquei seis meses estudando, no ano passado, para empreender. Fiz cursos bem legais e comecei com os laços. Com o tempo, incrementei com acessórios, como pregadeiras, tiaras, hair clips. Atendemos o público infantil e adulto também.” >
Gisele conta com o apoio de sua mãe, que começou a fazer cangas para a loja da filha, a Gigi Entrelaços. Atualmente, as vendas são feitas pela internet e pelas redes sociais "Eu vendo on-line e faço muitas entregas. Mas precisava de um lugar físico para as pessoas conhecerem e verem meu produto, por isso gosto de expor em feiras."
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As participantes da feira contam com o apoio do Instituto Imac, organização voltada ao fortalecimento e impacto do empreendedorismo feminino. >
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