Empresas e empreendedores capixabas que apostam em inovação têm duas novas oportunidades de transformar ideias em negócios: os editais do Programa Centelha-ES e do Nova Economia Capixaba, da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Espírito Santo (Fapes). Ambos os programas têm como objetivo estimular o empreendedorismo inovador e fomentar o desenvolvimento de tecnologias no Espírito Santo. Os editais estão abertos e podem ser acessados no site da Fapes.
Empresas e pessoas selecionadas para participar dos programas recebem, principalmente, apoio financeiro, além de benefícios como bolsas de fomento, capacitação e proteção intelectual das soluções desenvolvidas.
Nas últimas duas edições, o Programa Centelha-ES capacitou cerca de 10 mil empreendedores capixabas. Em sua primeira edição, lançada em 2019, recebeu mais de 3 mil propostas, sendo um recorde nacional. Já o Nova Economia Capixaba é um edital mais recente, que acaba de homologar o resultado de sua primeira chamada. Quatro propostas foram qualificadas para visita técnica e avaliação de maturidade.
“Buscamos atrair ao Espírito Santo projetos de inovação mais maduros, com foco no desenvolvimento de produtos ou serviços inovadores. Para isso, estamos disponibilizando recursos do Funcitec (Fundo Estadual de Ciência e Tecnologia) em formato de cofinanciamento e incentivando parcerias entre empresas e instituições de pesquisa”, afirma o diretor-geral da Fapes, Rodrigo Varejão.
Sobre o Centelha, Varejão acrescenta, “Nossa expectativa é que, nesta 3ª edição, o Estado alcance um novo recorde de participação e siga como referência nacional, com centenas de propostas de Norte a Sul do Espírito Santo.”
Programa Centelha-ES
Voltado a estimular o empreendedorismo inovador, o programa Centelha busca apoiar a transformação de ideias inovadoras em negócios que incorporem novas ou aprimoradas tecnologias aos setores econômicos estratégicos do Estado.
O programa prevê recursos de subvenção econômica para até 47 projetos. O processo de seleção ocorre em duas fases. Na primeira, são selecionadas até 200 ideias inovadoras, avaliadas pelo potencial de inovação e oportunidade de mercado. Na segunda, ocorre a análise de viabilidade comercial e financeira, classificando até 100 projetos. Os aprovados são aqueles que tiverem a melhor nota final, que constitui a média entre as notas da primeira e da segunda fase.
O investimento total é de R$ 4,2 milhões, sendo R$ 3 milhões da Finep e R$ 1,2 milhão da Fapes (Funcitec). Cada projeto pode receber até R$ 89,6 mil em subvenção econômica e R$ 45,5 mil para bolsas de fomento tecnológico (CNPq).
Para participar, é necessário ser pessoa física com 18 anos ou mais e residente no Espírito Santo, ou ser uma empresa capixaba com faturamento anual bruto de até R$ 4,8 milhões. O prazo final para submissão de propostas da Fase 1 é 21 de novembro, até as 18h (horário de Brasília) no site oficial.
Nova Economia Capixaba
O programa Nova Economia Capixaba tem como meta aumentar a competitividade dos setores econômicos do Espírito Santo, incentivando o desenvolvimento conjunto entre empresas e instituições de ensino e pesquisa (ICTs e IES).
Os projetos devem se enquadrar em um dos dois eixos principais: transformação digital ou tecnologias sustentáveis. O processo inclui análise documental, avaliação de maturidade tecnológica e visitas técnicas.
O edital é exclusivo para empresas com sede ou filial no Espírito Santo, ativas há pelo menos seis meses e com faturamento anual superior a R$ 360 mil. É obrigatória a parceria com uma Instituição de Ciência e Tecnologia (ICT) ou Instituição de Ensino Superior (IES) capixaba.
O apoio financeiro ocorre por meio de coinvestimento, envolvendo recursos da Fapes (não reembolsáveis), contrapartida econômica da ICT/IES e contrapartida financeira da empresa. As inscrições são feitas pela plataforma SigFapes, em fluxo contínuo, permitindo submissões a qualquer momento.
Arquivos & Anexos
Edital do Programa Centelha
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Arquivos & Anexos
Edital do Nova Economia Capixaba
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Este conteúdo foi escrito por Samara Ramos do 28º Curso de Residência em Jornalismo da Rede Gazeta, sob supervisão da editora Mikaella Campos.