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Publicado em 4 de setembro de 2025 às 13:31
Em substituição ao atual auxílio-gás, o governo federal lança, nesta quinta-feira (4), um novo programa para ofertar gás de cozinha de graça para famílias de baixa renda inscritas no Cadastro Único (CadÚnico). >
No Espírito Santo, a estimativa do governo federal é atender 239.672 famílias até março de 2026, que é quando o programa deve atingir 100% dos beneficiários. Previsão é começar a entregar primeiros botijões em novembro.>
Chamado de Gás do Povo, o novo programa substitui e triplica o número de beneficiários. Outra mudança é a forma como o benefício será oferecido. >
Em vez de receber o valor do gás em dinheiro, com o novo programa cada família vai retirar diretamente o botijão de gás nas revendedoras credenciadas. Para o governo federal, a mudança aumenta a eficiência, a transparência e o controle da política pública.>
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O programa busca diminuir o efeito do preço do gás de cozinha para as famílias de baixa renda, inscritas no Cadastro Único, com renda per capita mensal menor ou igual a meio salário-mínimo, e prioriza beneficiários do Bolsa Família.>
Para o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, o gás de cozinha agora passa a ser tratado como item essencial, fundamental para assegurar segurança alimentar, dignidade e bem estar social.>
“O Gás do Povo combate a pobreza energética, garante alívio no orçamento das famílias e protege a saúde, principalmente de mulheres que utilizam lenha, álcool e outros materiais inflamáveis e tóxicos", afirma Silveira.>
Quem tem direito
Terão direito ao benefício as famílias inscritas no Cadastro Único (CadÚnico) com renda mensal de até meio salário mínimo (R$ 759) por pessoa, com prioridade para aqueles que recebem o Bolsa Família. Cada família terá direito a uma quantidade de botijões por ano, conforme a composição familiar: até três botijões para famílias de dois integrantes; até quatro para famílias com três integrantes; e até seis botijões anuais para famílias com quatro ou mais membros. Ao todo, o programa distribuirá cerca de 65 milhões de botijões por ano.
A operacionalização do programa será feita de diversas formas: por meio de um aplicativo gerido pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), onde o beneficiário poderá localizar revendas credenciadas e acessar o vale-eletrônico; com o cartão do próprio programa que será criado; por meio de vale impresso a ser retirado nas agências da Caixa Econômica Federal ou em lotéricas; ou com o cartão do Bolsa Família. >
A revenda participante terá identidade visual padronizada, incluindo nos pontos de venda, botijões, veículos e materiais de comunicação.>
O programa passará por uma transição gradativa entre a modalidade atual e o novo formato. A previsão é que os primeiros botijões comecem a ser entregues ainda em novembro deste ano. Em março de 2026, o novo formato deve alcançar todas as 15,5 milhões de famílias.
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Segundo o governo federal, o beneficiário vai retirar os botijões diretamente nas revendas credenciadas mais próximas de sua moradia, sem intermediários.>
A autorização para a retirada se dará com quatro possibilidades ainda em fase final de detalhamento: aplicativo (Vale digital), cartão específico para o programa, QR Code (via cartão do Bolsa Família ou agências da Caixa) e cartão do Bolsa Família, conforme o caso.>
A gratuidade será concedida no momento da compra, mediante validação eletrônica na revenda habilitada.>
Não haverá qualquer pagamento em dinheiro no ato da retirada. O beneficiário disporá de um vale digital, cujo nome ainda está em definição e deverá evitar expressões que não sejam corriqueiras para a população. Importante ressaltar que o preço de referência não leva em conta o valor do frete, e o beneficiário terá que arcar com esse custo, caso queira receber o botijão em casa.>
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