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Publicado em 1 de maio de 2025 às 06:23
O Dia do Trabalho, comemorado nesta quinta-feira, 1º de maio, é uma data importante para reconhecer conquistas históricas das relações trabalhistas, sendo comemorada em mais de 80 países. No Brasil, remete à criação da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), em 1943.>
Além de relembrar as conquistas e os direitos conquistados, também é uma data para se refletir sobre as transformações que estão por vir. Inclusive, em 2025, o cenário trabalhista ganha novidades, como novas regras, tanto sobre o cuidado com a saúde mental dos empregados quanto em relação ao trabalho aos domingos e feriados. >
atuam de maneira formalizada no Espírito Santo, de acordo com informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).
Uma das mudanças previstas para parte dos trabalhadores com carteira assinada é a do trabalho aos domingos e feriados, que passará a depender de acordos coletivos entre empresas e sindicatos, o que fortalece a negociação coletiva. A entrada em vigor da Portaria nº 3.665/2023 está prevista para 1º de julho.>
As empresas também terão que incluir a avaliação de riscos psicossociais no processo de gestão de Segurança e Saúde no Trabalho (SST), conforme atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1). A mudança, segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, destaca que riscos psicossociais, como estresse, assédio e carga mental excessiva, devem ser identificados e gerenciados pelos empregadores como parte das medidas de proteção à saúde dos trabalhadores. Essa alteração será implantada em 26 de maio, a princípio em caráter educativo e orientativo. A autuação pela inspeção do trabalho só vai começar em 2026.>
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Segundo Guilherme Machado, advogado especialista em Direito do Trabalho, as mudanças visam adaptar as relações de trabalho às novas dinâmicas do mercado, promovendo mais equilíbrio entre os afazeres profissionais e a qualidade de vida.>
Guilherme Machado
Advogado especialista em Direito do Trabalho e sócio do escritório Sarlo & Machado AdvogadosPara Ana Paula Rocha, presidente da Comissão de Direito do Trabalho da Ordem dos Advogados do Brasil no Espírito Santo (OAB-ES), uma das mudanças que vai trazer mais desafios é a questão da avaliação dos riscos psicossociais. >
Ela explica que o risco psicossocial tem que avaliar não só os critérios laborais, mas também a vida do trabalhador. “A nova redação traz um desafio muito grande para as empresas e também para os órgãos, como Ministério Público do Trabalho e Justiça do Trabalho. Será um desafio enorme porque o risco psicossocial é subjetivo”, pontua.>
Outros ajustes lembrados por Dilson Carvalho Junior, advogado especialista em Direito do Trabalho que atua no escritório Santos Câmara Advocacia, envolvem o trabalho remoto, conhecido como home office.
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Segundo ele, a CLT determina acordos individuais, especificando despesas com energia, internet e fornecimento obrigatório de equipamentos essenciais. >
Também está sendo avaliada a ampliação da licença-paternidade para até 90 dias, sendo 20 obrigatórios pagos pelas empresas e 70 opcionais com incentivo governamental, fortalecendo a igualdade familiar. >
“Os trabalhadores devem acompanhar as alterações para assegurar seus direitos e as empresas devem revisar seus contratos e negociar com sindicatos para garantir conformidade legal”, orienta Carvalho Junior.>
O trabalhador também deve continuar atento às regras básicas da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), como:>
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