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Graduado em Economia pela Ufes, com MBA em Gestão Financeira e Controladoria pela FGV e pós-graduando em Negócios Digitais pela USP. Atua há 14 anos no setor bancário e atualmente ocupa o cargo de Superintendente de Meios de Pagamento, Investimentos e Inovação do Banestes

Consórcio ou financiamento? Conheça as opções para comprar casa própria

Fique atento às vantagens e desvantagens de cada uma dessas modalidades para você fazer a melhor escolha e diminuir as chances de arrependimento na hora de comprar imóvel

Vitória
Publicado em 10/05/2022 às 09h17

A aquisição da casa própria costuma ser uma conquista muito importante na vida da maioria das pessoas. Se você tem como objetivo comprar o imóvel dos seus sonhos e não tem os recursos financeiros para realizar a aquisição à vista, o Consórcio de Imóvel e o Financiamento Imobiliário são alternativas para se concretizar essa compra.

O que é o Consórcio de Imóvel?

  • O consórcio é formado por um grupo de pessoas que têm o objetivo comum de adquirir bens imóveis. 
  • Os participantes do grupo contribuem mensalmente com um determinado valor para compor uma poupança comum. E esses recursos são utilizados para distribuir as cartas de crédito entre os participantes, por ordem de sorteio. 
  • Ao final do período estipulado para o consórcio, todos terão recebido os recursos para a compra de seus imóveis.

O que é o Financiamento Imobiliário?

  • É uma modalidade de empréstimo no qual os recursos devem ser destinados exclusivamente para a aquisição de imóveis. 
  • Com os recursos do financiamento, o vendedor do imóvel recebe o valor à vista e o comprador do imóvel paga as parcelas do financiamento para a instituição que concedeu o crédito.

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Afinal, qual das duas modalidades é a melhor para viabilizar a compra da sua casa própria? Quais são as vantagens e as desvantagens de cada uma delas?

Para as questões acima, não existe uma resposta pronta que se aplique a qualquer pessoa em qualquer momento da vida. Para se fazer a melhor escolha é importante que o comprador leve em conta as suas necessidades e conheça as características de cada modalidade.

Casal se planeja para a compra da casa própria
Casal se planeja para a compra da casa própria. Crédito: Freepik

Uma das principais diferenças entre as duas modalidades é o tempo necessário para adquirir o bem. Com o Consórcio, você precisa ter paciência para aguardar ser contemplado no sorteio, o que pode acontecer em um prazo curto ou demorar muito. Já o financiamento te garante acesso praticamente imediato ao recurso para adquirir o seu imóvel.

No caso de um Consórcio de 240 meses, você pode ser contemplado no primeiro mês ou pode levar 20 anos para adquirir seu imóvel. Não existe previsibilidade. Caso você não possa aguardar, o mais indicado é buscar o financiamento.

Por outro lado, os custos do Consórcio podem ser bem menores do que do financiamento. Pela gestão dos grupos, as administradoras de Consórcios cobram uma taxa de administração que, atualmente, varia de 10% a 25% do valor da carta de crédito.

Já no financiamento, é cobrada uma taxa de juros que, atualmente, está em torno de 10% ao ano. Porém, mesmo com o aumento da Taxa Selic, ainda é possível encontrar instituições financeiras ofertando taxas de juros a partir de apenas 7,99% ao ano.

Além das taxas de juros e de administração, existem outros custos envolvidos nas duas modalidades, como seguros, fundo de reserva, correções monetárias, entre outros. Por esse motivo, antes de fechar negócio, é importante solicitar as simulações de cada instituição e fazer comparações.

Outra vantagem do Consórcio é que as administradoras não exigem pagamento mínimo de entrada. Já a maioria dos bancos exige uma entrada mínima de 20% do valor do imóvel, ou seja, financiam apenas 80%. Porém, é possível encontrar bancos que financiam até 90% do valor do imóvel.

Outra diferença entre as modalidades é o prazo máximo. De modo geral, os financiamentos oferecem prazos maiores que os Consórcios. Há bancos que permitem que você parcele a dívida em até 420 prestações, enquanto no Consórcio o prazo máximo fica por volta de 240 meses.

Por fim, caso tenha interesse em saber mais, procure a orientação do gerente do seu banco, que poderá te passar informações mais detalhadas e te ajudar a tomar a melhor decisão.

Este texto não traduz, necessariamente, a opinião de A Gazeta.

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