Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

  • Início
  • Sem poder errar de novo, Assembleia deve ser referencial de transparência
Política

Sem poder errar de novo, Assembleia deve ser referencial de transparência

O Poder Legislativo não tem mais direito de errar, de assustar, de agredir o cidadão brasileiro com condutas questionáveis no campo jurídico e ético. Precisa resgatar a confiança do eleitor

Publicado em 08 de Dezembro de 2019 às 04:00

Públicado em 

08 dez 2019 às 04:00

Colunista

Fachada da Assembleia Legislativa do ES Crédito: Arquivo

Confiança é virtude. Virtude rara, é verdade. Mas, para os cidadãos republicanos que vivem em regimes verdadeiramente democráticos, confiar nas instituições públicas e nelas depositar certo grau de segurança é muito mais que um fenômeno filosófico.

Trata-se aqui de elemento essencial da vida cotidiana, garantindo ao cidadão a previsibilidade dos atos públicos e das condutas dos agentes políticos que estão na base e no vértice da pirâmide do Poder. Não serem surpreendidos por alterações legislativas abruptas ou por medidas executivas tomadas de chofre são garantias que toda democracia estável assegura aos seus cidadãos, porque a perenidade das normas e dos modelos institucionais reflete o grau de maturidade dos gestores, dos legisladores e, em regra, do eleitor.

Por isso que a inusitada emenda constitucional promulgada pela Assembleia Legislativa do Espírito Santo, que agraciou eleitos a serem empossados 400 dias depois, frustrou a confiança dos capixabas em seus próprios deputados estatuais que, em Tempo de Planck, revolveram o sistema eleitoral da casa legislativa como quem vira a página de um livro em branco.

A seccional capixaba da Ordem dos Advogados do Brasil, claro, insurgiu-se contra essa conduta, o que fez apresentando argumentos jurídicos profundos. Mas os cidadãos capixabas – muito bem representados pela OAB – foram surpreendidos negativamente por esse viés expedito e mal refletido, que merece censura porque frustra a confiança do indivíduo na caixa de ressonância das democracias.

Os deputados refluíram, enfim. Mas a verdade é que o Poder Legislativo não tem mais direito de errar, de assustar, de agredir o cidadão brasileiro com condutas questionáveis no campo jurídico e ético. Ao contrário, precisa resgatar a confiança do eleitor com comportamentos intransigentes no campo deontológico, sem engodos ou jogos de palavras.

A Assembleia Legislativa do Espírito Santo é e deve ser referencial de transparência e repositório da confiança do capixaba na democracia, agindo em conformidade com o que se espera, sem atropelos.

Esse tempo, pensávamos todos, já estava na história, mas ressurgiu com fôlego nessa açodada mutação legislativa. As questões jurídicas seriam resolvidas pelo Poder Judiciário, mas os fantasmas dos todo-poderosos voltam a assustar quando pareciam jazer no ócio.

*O autor é advogado, mestre e doutorando pela Ufes

{{ndFunctionFirstNotNull(post.original_author.attributes_map.descricao_de_colunista.value,post.original_author.biography)}}

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rápido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Ricardo Ferraço e Lorenzo Pazolini terão 5 minutos cada, durante os programas do horário eleitoral
Pazolini ganhou mais 103 mil votos no 2º turno; Ricardo, 336 mil
Lorenzo Pazolini celebra a eleição ao governo do Estado no comitê de campanha, em Vitória, ao lado de aliados
"Vontade de Deus no ES", diz Pazolini sobre ser eleito governador neste domingo
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT - Partido dos Trabalhadores), candidato à reeleição, e aliados após a divulgação do resultado do segundo turno das eleições presidenciais
Lula promete mudar o jeito de governar, ataca Flávio e diz que venceu intromissão externa

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados

Fale com a gente

Escolha o canal de sua preferência para assinar A Gazeta ou tirar dúvidas.