Publicado em 20 de janeiro de 2026 às 15:31
O Carnaval é sinônimo de alegria, encontros e muita energia, mas também exige atenção redobrada com a saúde. Calor intenso, multidões, noites mal dormidas e mudanças na rotina criam um cenário propício para o surgimento ou agravamento de algumas doenças. Para aproveitar a festa sem sustos, médicos de diferentes especialidades explicam quais são os principais riscos desse período e como se prevenir. Confira! >
Com o aumento das relações ocasionais durante o Carnaval, as infecções sexualmente transmissíveis continuam no topo da lista de preocupações. O ginecologista Dr. Cesar Patez, do Espírito Santo, reforça que a prevenção ainda é a principal aliada. >
“O uso do preservativo é indispensável em qualquer tipo de relação sexual. Muitas DSTs (Doenças Sexualmente Transmissíveis) podem ser assintomáticas no início, mas trazer consequências sérias a médio e longo prazo”, alerta. Segundo ele, testagem regular e atenção a qualquer sintoma após a folia são atitudes fundamentais. >
Glitter, maquiagem artística, suor excessivo e exposição prolongada ao sol favorecem reações alérgicas e queimaduras. A dermatologista Camila Sampaio explica que o problema vai além do desconforto estético. “Produtos sem procedência podem causar dermatites, irritações e até infecções. Além disso, o sol forte, combinado com álcool e desidratação, aumenta o risco de queimaduras graves”, afirma. O uso de protetor solar — reaplicado ao longo do dia — e a escolha de cosméticos adequados são cuidados indispensáveis. >
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Poeira, fumaça, variações de temperatura e ar-condicionado contribuem para crises respiratórias durante o Carnaval. A otorrinolaringologista Renata Mori, especialista em doenças nasais , explica que esse período costuma agravar quadros pré-existentes. “Ambientes fechados e aglomerações facilitam infecções virais, além de piorar sintomas de rinite e sinusite. A hidratação nasal e evitar exposição prolongada a fatores irritantes fazem diferença”, orienta. >
Horas em pé, calor intenso e consumo de álcool aumentam o risco de desidratação e queda de desempenho físico. O médico do esporte Felipe Cesar, do Espaço Hi, em São Paulo, alerta para sinais que não devem ser ignorados. “Tontura, cansaço extremo e câimbras indicam que o corpo está no limite. Intercalar bebida alcoólica com água e respeitar pausas é essencial para evitar colapsos físicos”, explica. >
Para mulheres na menopausa, o Carnaval pode intensificar sintomas como ondas de calor, insônia e irritabilidade . A ginecologista Dra. Giovana Brunet destaca que o ambiente festivo pode potencializar esses efeitos. “Calor, álcool e noites mal dormidas agravam os sintomas da menopausa. Planejar horários, manter hidratação e respeitar os próprios limites ajudam a curtir a festa com mais conforto”, afirma. >
O excesso de exposição ao sol e pequenos traumas durante a folia podem gerar inflamações que impactam diretamente quem fez procedimentos estéticos recentes. O cirurgião plástico Marco Cassol chama atenção para esse risco. “Pós-operatórios e procedimentos estéticos exigem cuidados específicos. Carnaval não combina com exposição solar intensa nem com negligência na recuperação”, alerta. >
Mudanças bruscas na alimentação e consumo excessivo de bebidas alcoólicas favorecem problemas gastrointestinais. A nutricionista Mariana Rubio, da clínica Doctor Puro Medicina Integrativa, destaca que o intestino sofre bastante nesse período. “Alimentação irregular, pouco consumo de água e excesso de álcool afetam a imunidade e o sistema digestivo ”, explica. >
A má higiene bucal nessa época do ano pode favorecer inflamações na boca. Por isso, a cirurgiã-dentista Amanda Santos, especialista em harmonização facial, lembra que a saúde bucal também merece atenção. “Dormir maquiado, desidratação e descuido com a higiene favorecem inflamações gengivais e lesões nos lábios”, afirma. >
O Carnaval pode e deve ser aproveitado, mas com consciência. Pequenas atitudes de prevenção fazem toda a diferença para garantir que a lembrança da festa seja de alegria, e não de problemas de saúde. >
Por Sarah Monteiro >
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