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Publicado em 17 de setembro de 2025 às 18:00
Coceira persistente, manchas brancas, marrons ou vermelhas na pele e unhas deformadas podem ser sinais de micose, uma infecção comum causada por fungos que já estão presentes no ambiente e aproveitam para se multiplicar quando encontram condições favoráveis, como excesso de suor, calor, umidade e oleosidade.>
De acordo com especialistas, estes microrganismos se alimentam de queratina, uma substância presente na pele, unhas e cabelos. Essa ação pode provocar sintomas como descamação, crostas amareladas, áreas sem pelos no couro cabeludo ou até fissuras na pele.>
Como explica a dermatologista Pauline Lyrio, o contato da pele úmida em regiões de dobras, como virilha e abaixo das mamas, ou pequenos traumas ao cutucar as unhas são cenários que favorecem a contaminação. Para a médica, é essencial ter atenção com a umidade corporal. >
O ideal é enxugar bem as regiões de dobras após o banho e evitar compartilhar objetos como toalhas e alicates. "Em alguns casos, até usar secador com vento frio para manter a pele seca”, destaca.>
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Existem alguns sinais no corpo que devem ser observados no dia a dia para identificar as micose. São eles:>
De acordo com dermatologistas, as micoses têm cura e são passíveis de tratamento. Em alguns casos, basta o uso de antifúngicos. Em outros, é necessário aplicar medicamentos orais. "Também podemos usar tratamentos de manutenção para evitar novas infecções”, completa Pauline Lyrio.>
Porém, a grande armadilha está em minimizar o problema com os fungos e interromper o tratamento, o que pode implicar na piora e evolução das micoses. Manter a pele seca e evitar o excesso de suor são passos essenciais. >
Conforme explica a dermatologista Letícia Bastos, alguns cuidados básicos podem ser tomados para prevenir casos de micose.>
Letícia Bastos
Médica DermatologistaA médica lembra que a automedicação não é recomendada. Como as alterações na pele podem ser similares às de outras condições, como alergias, dermatites e psoríases, o ideal é que um dermatologista faça o diagnóstico. Dicas da internet ou soluções milagrosas podem atrasar o tratamento e até agravar o problema. "Só o médico pode diferenciar e indicar o tratamento adequado”, finaliza Letícia Bastos.>
*Renam Linhares é aluno do 28º Curso de Residência em Jornalismo da Rede Gazeta. Este conteúdo foi editado por Beatriz Heleodoro.
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