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Meningite pneumocócica: veja os sinais da doença que matou bebê no ES

Meningite pneumocócica: veja os sinais da doença que matou bebê no ES

A doença é uma infecção grave que atinge as membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal, chamadas meninges

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Guilherme Sillva

Editor do Se Cuida / [email protected]

Publicado em 29 de agosto de 2025 às 16:41

Criança morreu de meningite na terça-feira (29)
Martin Balbi Mariani Meyer faleceu após complicações de meningite pneumocócica Crédito: Acervo pessoal

O Martin Balbi Mariani Meyer Miertschink morreu na última terça-feira (26), em Cariacica, após complicações de meningite pneumocócica.

Em entrevista para A GAZETA, o pai do menino, o engenheiro civil Michel Meyer Miertschink, disse que o filho sempre teve boa saúde e estava com a vacinação em dia. "Nosso filho sempre teve saúde plena e recebeu a Pneumo 15, Meningo B e ACWY, além do esquema vacinal completo. Sempre tivemos todo o cuidado do mundo com ele", contou.

Michel explicou que não sabe como identificar os sintomas da meningite meningocócica, mas afirmou que ele e a esposa sempre ficaram atentos a qualquer sinal de doença no bebê. “A única coisa que sabemos é que sempre que ele apresentou sinais de alguma doença levamos ao médico e, se necessário, ao hospital. Acredito que é isso que precisa ser feito”, disse.

Entenda os sinais da doença

A meningite pneumocócica é uma infecção grave que atinge as membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal, chamadas meninges. Ela é causada por uma bactéria chamada Streptococcus pneumoniae (ou pneumococo), que pode provocar também outras doenças sérias, como pneumonia e otite. "Quando chega ao sistema nervoso central, essa bactéria causa inflamação intensa, que pode evoluir rapidamente e gerar complicações graves se não for tratada a tempo", diz a pediatra Bruna de Paula.

Nos maiores, os sintomas clássicos são febre alta repentina, dor de cabeça muito forte, rigidez no pescoço, vômitos e sonolência excessiva. Podem surgir também confusão mental, convulsões ou manchas na pele em casos graves.

"Nos bebês, os sinais são menos óbvios como irritabilidade intensa, choro inconsolável, recusa para mamar, dificuldade para acordar e, às vezes, a moleira (fontanela) pode ficar estufada", diz a médica.

Bruna de Paula
Bruna de Paula explica quais são os sinais da doença Crédito: Divulgação/ Bruna de Paula

Qualquer mudança brusca no comportamento do bebê com febre deve ser avaliada com atenção

Bruna de Paula

Pediatra

A médica ressalta que é necessário procurar atendimento médico sempre que houver febre alta acompanhada de rigidez no pescoço, sonolência excessiva, convulsões, vômitos persistentes ou manchas na pele que não somem ao apertar. "Nos bebês, sinais como choro diferente, moleira abaulada, dificuldade para mamar ou extrema irritabilidade também são motivos para levar ao pronto-socorro sem demora. A meningite pode evoluir rapidamente, e cada hora faz diferença no tratamento".

A bactéria pneumococo é transmitida por gotículas de saliva expelidas ao falar, tossir ou espirrar. Muitas pessoas, inclusive crianças, podem carregar a bactéria na garganta ou no nariz sem ter nenhum sintoma. "O problema acontece quando ela consegue ultrapassar as defesas naturais do organismo e chega ao sangue ou ao sistema nervoso, causando infecções graves como meningite ou pneumonia".

O tratamento é feito com antibióticos aplicados diretamente na veia, geralmente durante internação hospitalar. Além do antibiótico, a criança pode precisar de medicamentos para controlar febre, dor, convulsões ou inchaço cerebral. "O tratamento deve ser iniciado o mais rápido possível — atrasos aumentam o risco de sequelas neurológicas, como perda auditiva, dificuldades cognitivas e até risco de morte", finaliza a médica.

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