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Publicado em 3 de setembro de 2025 às 09:41
A medicina regenerativa é uma área focada em restaurar, regenerar ou substituir os tecidos danificados usando o próprio potencial de cura do corpo. Inicialmente usada para o reparo de feridas e cicatrização, os estudos foram evoluindo e mostrando excelentes resultados para combater e frear o envelhecimento da pele. >
É o que explica a dermatologista Isabella Redighieri que conta que essa abordagem propõe tratar a causa do problema, estimulando os mecanismos biológicos naturais do organismo para restaurar, rejuvenescer e preservar a pele. "A medicina regenerativa age na raiz do problema, ativando processos naturais de reparo e renovação celular através da comunicação intercelular, que corrige danos que levam ao desgaste da célula, e causam por exemplo o câncer de pele, a pigmentações excessivas, o envelhecimento, e outras doenças. Com essas correções, está sendo possível prevenir e corrigir doenças de forma muito promissora". >
E nesse processo as tecnologias estão moldando o futuro. Como o uso do PDRN que é um composto derivado do DNA do salmão, usado em tratamentos estéticos para regenerar a pele, estimular a produção de colágeno e elastina, e melhorar a firmeza, textura e a hidratação. Originário da Coreia do Sul, ele atua como um fator de crescimento, promovendo a reparação de tecidos danificados e o rejuvenescimento da pele.>
No início do ano, no IMCAS, o congresso de medicina estética que aconteceu em Paris, foi abordado a combinação dos bioestimuladores de colágeno com os exossomos ou PDRN, potencializando não só o aumento do colágeno, mas a capacidade da célula em rejuvenescer, produzindo fibras de melhor qualidade. >
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Isabella Redighieri
DermatologistaCuidar da pele já não se resume somente a usar cremes ou apenas fazer tecnologias. O cuidado é global, como o chamado biohacking, que une estratégias que visam otimizar a saúde, o desempenho físico e mental, e até mesmo retardar o envelhecimento, por meio de intervenções no estilo de vida com nutrição, tecnologias e terapias. >
A proposta é integrar diversas áreas – como dermatologia, a nutrição, a genética e as tecnologias estéticas de ponta – para otimizar a saúde da pele de dentro para fora. "É o uso de estratégias para otimizar corpo e mente, como suplementação, alimentação, sono, manejo do estresse, o uso de tecnologias e hábitos para melhorar o desempenho e a longevidade", explica Isabella.>
Tudo porque o estilo de vida da pessoa tem impacto direto na pele. Ou seja, o sono, a alimentação, a dieta, a exposição ao sol, o estresse e os exercícios influenciam diretamente na saúde e aparência da pele.>
A respiração também pode ajudar a rejuvenescer. "Respirar profundamente reduz o estresse e a ansiedade, além de melhorar a oxigenação celular. A respiração consciente e profunda, e técnicas como a mindfulness, é um dos pilares para o rejuvenescimento", diz a dermatologista.>
Já durante o sono, o corpo libera hormônios que promovem reparo celular e regeneração da pele. "Costumo dizer que é a 'pausa', o descanso de todas as células e órgãos, para que tudo trabalhe em sua máxima potência no dia seguinte. Células exaustas não entregam tudo de melhor que poderiam", reforça Isabella Redighieri. >
Além dos alimentos ricos em antioxidantes, vitaminas, proteínas, e água que ajudam a melhorar a textura, o brilho e a firmeza da pele. "Além de auxiliarem na manutenção de massa magra e na produção de colágeno quando há estímulos", finaliza a médica. >
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