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Causas diversas

Entenda o que é pressão intracraniana, que levou Chico Buarque à cirurgia

Chico Buarque, 80, passou por cirurgia para aliviar a pressão intracraniana. Os principais sintomas são dor de cabeça forte e persistente, náuseas, vômitos, visão borrada ou dupla e sonolência

Publicado em 03 de Junho de 2025 às 19:53

Agência FolhaPress

Publicado em 

03 jun 2025 às 19:53
Chico Buarque
Chico Buarque passou por cirurgia para aliviar a pressão intracraniana Crédito: Reprodução @chicobuarque
Chico Buarque, 80, passou por cirurgia para aliviar a pressão intracraniana, ou PIC, nesta terça-feira (3). A assessoria do cantor afirma que ele está bem e que a cirurgia foi programada após a condição ser apontada por um exame.
Murilo Martinez Marinho, neurocirurgião funcional e membro titular da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia (SBN), explica que a PIC é a pressão exercida no crânio sobre o cérebro. "Dentro da cabeça temos o cérebro, o líquido que o protege 'chamado líquor' e o sangue que circula nos vasos. Se algum desses volumes aumenta, a pressão sobe, o que pode ser perigoso."

O QUE CAUSA A PRESSÃO INTRACRANIANA

As causas, segundo o médico, são variadas: tumores cerebrais, infecções como meningite, sangramentos, traumatismos, ou mesmo distúrbios na circulação ou drenagem do líquor, como a hidrocefalia. Ele aponta que existem também casos raros que a pressão aumenta sem uma causa aparente, o que é chamado de hipertensão intracraniana idiopática e é mais comum em mulheres jovens com sobrepeso.
"Os principais sintomas são dor de cabeça forte e persistente, náuseas, vômitos, visão borrada ou dupla e sonolência", fala Marinho. "Em casos mais graves, pode haver rebaixamento da consciência ou convulsões."
Se perceber os sintomas, principalmente se forem persistentes, é importante procurar um médico e fazer os exames necessários, como tomografia ou ressonância magnética. Em alguns casos, também podem ser usados sensores que medem diretamente a pressão intracraniana, que são colocados por neurocirurgiões em hospitais.

QUAL O TRATAMENTO INDICADO?

Como as causas são diversas, o tratamento também será, diz o médico. "Em casos leves, às vezes usamos remédios para reduzir a produção de líquor ou controlar o inchaço cerebral. Em casos graves, com risco de vida, pode ser necessário cirurgia". Ele afirma que a decisão é sempre individualizada e tem como objetivo preservar o cérebro.
Marinho explica que, em geral, o prognóstico é positivo, principalmente se o diagnóstico for precoce e o tratamento adequado.

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