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Dia da Visibilidade Trans: 5 princípios da cirurgia plástica na afirmação de gênero no Brasil

Novas técnicas, diretrizes claras e mudança de abordagem ampliam o acesso de pessoas trans a assistência qualificada, segura e humanizada

Publicado em 29 de Janeiro de 2026 às 12:29

Portal Edicase

Publicado em 

29 jan 2026 às 12:29
Avanços técnicos e mudança de abordagem têm ampliado o acesso de pessoas trans a procedimentos de afirmação de gênero (Imagem: Jo Panuwat D | Shutterstock)
Avanços técnicos e mudança de abordagem têm ampliado o acesso de pessoas trans a procedimentos de afirmação de gênero Crédito: Imagem: Jo Panuwat D | Shutterstock
Celebrado em 29 de janeiro, o Dia da Visibilidade Trans reforça a importância do respeito às identidades de gênero, do acesso à saúde e da garantia de direitos. No campo da cirurgia plástica, avanços técnicos e uma mudança de abordagem têm ampliado o acesso de pessoas trans (transgênero) a procedimentos de afirmação de gênero realizados com mais segurança, ética e acolhimento.
Os cinco princípios que hoje orientam essa assistência no Brasil estão sistematizados no manual  TRANScender , escrito pelo cirurgião plástico Dr. Felipe Góis, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) e referência nacional na assistência à população trans. Confira!

1. A cirurgia de afirmação de gênero vai além da estética

A atuação do cirurgião plástico nesse contexto não se limita à modificação corporal. Trata-se de um cuidado reparador, funcional e terapêutico, que impacta diretamente a saúde física, emocional e social da pessoa trans.

2. Não existe um modelo único de afirmação de gênero ou de cirurgia

O processo de afirmação de gênero não segue um roteiro padronizado. Cada paciente apresenta demandas, expectativas e limites próprios, e as cirurgias são planejadas de forma individualizada, com foco na segurança e nos melhores resultados possíveis.

3. Técnica, ética e acolhimento caminham juntos

O avanço das técnicas cirúrgicas trouxe procedimentos mais seguros, mas a qualificação do atendimento passa também pela postura ética do profissional, pelo respeito à identidade de gênero e por uma relação médico-paciente baseada em confiança.
A sistematização de orientações técnicas, legais e éticas fortalece a segurança do profissional e contribui para uma assistência mais responsável (Imagem: Branislav Nenin | Shutterstock)
A sistematização de orientações técnicas, legais e éticas fortalece a segurança do profissional e contribui para uma assistência mais responsável Crédito: Imagem: Branislav Nenin | Shutterstock

4. Informação qualificada reduz riscos e amplia o acesso à saúde

A ausência de diretrizes claras e de formação específica historicamente afastou profissionais do atendimento a pacientes trans. A sistematização de orientações técnicas, legais e éticas fortalece a segurança do profissional, reduz improvisos e contribui para uma assistência mais responsável.

5. O cuidado é contínuo e envolve atuação integrada

O cuidado em saúde de pessoas trans pode envolver uma equipe multiprofissional, formada conforme as necessidades de cada paciente. Esse acompanhamento pode incluir cirurgião plástico, endocrinologista, psicólogo, psiquiatra, médico clínico, enfermagem, fonoaudiólogo, fisioterapeuta, nutricionista e assistente social, atuando de forma integrada para garantir uma assistência segura, ética e humanizada ao longo de todo o processo.
Para o cirurgião plástico Dr. Felipe Góis, a consolidação desses princípios representa um avanço importante na prática médica. “A cirurgia plástica no processo de afirmação de gênero não é apenas técnica. Ela envolve ética, acolhimento e responsabilidade social. Quando o médico se propõe a escutar, compreender e atuar com segurança técnica e respaldo ético, ele reduz riscos, evita improvisos e amplia o acesso dessas pessoas aos serviços de saúde. Informação qualificada não apenas orienta o profissional — ela protege trajetórias e transforma vidas”, afirma.
No Dia da Visibilidade Trans, os especialistas da SBCP reforçam que ampliar o acesso a profissionais capacitados, combater a desinformação e fortalecer práticas médicas baseadas em ciência, ética e respeito são passos essenciais para garantir uma assistência em saúde mais justa, segura e inclusiva para a população trans no Brasil.
Por Renata Sbrissa

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