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Carcinoma basocelular: entenda o tipo de câncer de pele que Fernanda Rodrigues enfrenta

Carcinoma basocelular: entenda o tipo de câncer de pele que Fernanda Rodrigues enfrenta

Ele é o tipo mais prevalente de câncer de pele. A doença reapareceu um ano após ter passado por cirurgia para remoção

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Guilherme Sillva

Editor do Se Cuida / [email protected]

Publicado em 19 de agosto de 2025 às 15:53

Ele é o tipo mais prevalente de câncer de pele. A doença reapareceu um ano após ter passado por cirurgia para remoção

A atriz Fernanda Rodrigues revelou que o carcinoma basocelular reapareceu um ano após ter passado por cirurgia para remoção. A atriz esclareceu sua situação e explicou que passará por um novo procedimento.

"Por eu ser muito atenta ao meu corpo e aos sinais, reparei que essa minha manchinha voltou. Falei com a minha dermatologista, e está lá o meu carcinoma de novo. Vou ter que fazer de novo a cirurgia. Vai ficar uma cicatriz, e vida que segue. Tem pessoas que fazem isso corriqueiramente. Conheço pessoas que já fizeram cinco ou seis vezes", explicou.

A atriz também fez um alerta para seus seguidores. “Se você sentir que tem uma coisinha diferente, uma manchinha, uma pintinha, uma ferida, uma coisa que não é comum ou que está aparecendo mais vezes ou some e volta. Se você puder e tiver oportunidade, fale com o seu médico, vá numa clínica, fale com a sua dermatologista ou vai no hospital. Enfim, ficar atento aos sinais diferentes do nosso corpo e agir rapidamente”.

Entenda a doença

De acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), o carcinoma basocelular é o tipo mais prevalente de câncer de pele. Sua origem é nas células basais, que se encontram na camada mais profunda da epiderme (a camada superior da pele), principalmente por conta da alta exposição à radiação ultravioleta (UV) do sol.

Ele surge como uma pinta da cor vermelha em regiões do corpo facilmente expostas, como rosto, orelhas, pescoço, couro cabeludo, ombros e costas. 

A doença tem grandes índices de cura. “Esse câncer é encontrado frequentemente nas partes do corpo que ficam mais expostas ao sol, como a face e o pescoço. O nariz é a localização mais frequente, com cerca de 70% dos casos, mas também pode ocorrer na orelha, no canto interno do olho e em outras partes do rosto”, diz o médico Persio Freitas.

Pessoas que tomaram muito sol ao longo da vida sem usar o filtro solar têm o risco aumentado para câncer de pele do tipo carcinoma basocelular. “Tomar sol sem proteção adequada agride a pele, causando alterações celulares que podem levar ao câncer. Quanto mais queimaduras solares a pessoa sofreu durante a vida, maior é o risco de desenvolver esse tipo de tumor”, diz o médico.

A oncologista Fernanda Cesar explica que entre os sinais estão as feridas que não cicatrizam, coçam e que podem até sangrar, pequenas protuberâncias na pele de cor esbranquiçada ou rosa-brilhante, e o aparecimento de mancha marrom ou vermelha com bordas mal definidas e que crescem com o tempo.

"O diagnóstico é feito por meio de dermatoscopia, um exame físico onde é usado um aparelho que amplia a visualização da pele em até 400 vezes, para observar a estrutura mais interna e a biópsia, para análise laboratorial", explica a médica.

O tratamento é feito após a análise do grau de invasão e localização do tumor, levando em conta também o tamanho, características de invasão e recidiva. "Pode ser retirado por meio da Cirurgia Mohs, mais efetiva para esses casos, cirurgia convencional e até tratamento sistêmico", diz Fernanda Cesar.

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