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Publicado em 13 de março de 2026 às 18:33
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi internado nesta sexta-feira (13) em uma unidade de terapia intensiva (UTI) em Brasília após ser diagnosticado com broncopneumonia bacteriana bilateral de provável origem aspirativa. >
Bolsonaro apresentou febre alta, sudorese e calafrios. A informação consta em boletim médico divulgado pelo Hospital DF Star. Ele precisou ser encaminhado para a unidade hospitalar no início da manhã, após apresentar vômitos e falta de ar durante a noite, segundo a equipe do ex-presidente.
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A broncopneumonia bacteriana bilateral é uma inflamação grave que atinge os dois pulmões simultaneamente, causada por bactérias. Significa que ambos os pulmões estão comprometidos. Isso torna o quadro mais delicado, pois a área disponível para a oxigenação do sangue fica reduzida em ambos os lados, o que explica a necessidade frequente de suporte de oxigênio ou internação em UTI em casos graves.>
A pneumologista Jessica Polese diz que pneumonia bacteriana tem disseminação brônquica, ou seja, ela chega por via respiratória, quando a pessoa inala a bactéria que chega no pulmão. "Às vezes a bactéria chega em várias partes do pulmão e outras nos dois pulmões. Os principais sintomas são tosse, febre, especturação e catarro amarelado. Se o paciente for idoso pode ficar desanimado e sem apetite".>
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A médica explica que a transmissão ocorre inalando a bactéria, que chega ao pulmão disseminando e infectando o órgão. "Esse preenchimento dos espaços alveolares, esse quadro de pneumonia, pode tanto gerar dificuldade na respiração como também a bactéria cair na circulação sanguínea e causar uma septicemia". >
A pneumologista Carla Bulian, do Hospital Santa Rita, diz que a doença pode ocasionar tosse com secreção amarelada, febre, dor no peito, mal-estar, falta de apetite e indisposição. "A transmissão pode acontecer devido a uma baixa imunidade na qual o organismo fica vulnerável à infecção, pela transmissão de pessoas que têm infecção pulmonar e por aspiração de secreções da orofaringe de conteúdo gástrico". >
Como o quadro é bilateral, o paciente tem pouca área "saudável" nos dois pulmões para fazer a troca de gases. A internação em UTI nesses casos ocorre porque essa condição atinge ambos os lados, criando um risco para o paciente. "Um conjunto de fatores pode levar o paciente para a UTI, como a piora clínica (de respiração, pressão arterial e desidratação) associada a resultados de exames alterados", diz Carla Bulian.>
A alergista e imunologista Marcia Bellote, da Bluzz Saúde, diz que a gravidade da pneumonia, que muitas vezes necessita de cuidados em UTI, se dá por mecanismos que podem depender do hospedeiro ou do agente infeccioso. "Isso quer dizer que uma pessoa saudável, bem nutrida, vacinada, sem comorbidades, tem menor chance de desenvolver doenças graves. Por outro lado os agentes infecciosos têm graus diferentes no potencial invasivo e, neste caso, podem atingir pessoas consideradas saudáveis". >
A médica conta que complicações mais frequentes tem relação com pacientes imunocomprometidos, mas também podem ocorrer naqueles que contraíram bactérias mais agressivas. "São eles derrame pleural, abcesso pulmonar, e o mais temido é a sepse, que é uma infecção generalizada que acomete todos os órgãos", diz Marcia.>
Quando há suspeita de pneumonia bacteriana, os antibióticos são o tratamento. Nos casos dos quadros virais, há pouca ou nenhuma medicação específica. Nesses casos, o paciente é acompanhado em consultas. Nos casos mais graves, com falta de ar evidente, o paciente é internado com a finalidade de manter o paciente estável até quando a própria defesa do hospedeiro conseguir controlar o processo inflamatório e infeccioso.>
A pneumonia é considerada grave quando o paciente não consegue manter a função do sistema respiratório com o mínimo de eficácia. >
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