A metástase óssea ocorre quando células do câncer que se originou em outro lugar se desprendem e se instalam nos ossos, formando novos tumores. A oncologista Carolina Cardoso, da Oncoclínicas, explica que não é um câncer de osso primário neste caso, mas sim o mesmo câncer original que migrou para os ossos.
"É causada pela disseminação de células de neoplasias já existentes no organismo. Os tipos que mais frequentemente acometem os ossos são: Câncer de mama, Câncer de próstata, Câncer de pulmão, Câncer de rim, Câncer de tireoide e Mieloma múltiplo, mas não são exclusivos destes tipos de tumores", diz.
Os sinais e sintomas dependem muito da localização e extensão das metástases ósseas. Podem incluir dor, fratura patológica (aquelas que acontecem com um trauma pequeno ou espontaneamente), hipercalcemia (excesso de cálcio no sangue), compressão da medula (que pode gerar dor, fraqueza ou dormência nos membros), anemia, dentre outros.
A oncologista Cintia Givigi, do Hospital Santa Rita, conta que a doença é causada pela disseminação das células cancerígenas pela corrente sanguínea ou pelo sistema linfático. "Alguns tipos de câncer têm mais chance de causar metástase óssea, como os de mama, próstata, pulmão, rim e tireoide", reforça.
A médica diz que entre os sintomas comuns estão dor nos ossos, fraturas com facilidade, cansaço, anemia, inchaço na região afetada. "Em alguns casos, a metástase óssea causa aumento do cálcio no sangue, causando enjoo, sede excessiva e confusão mental".
Em relação ao diagnóstico, a oncologista diz que primeiro é importante fazer algum exame de imagem, como raio-X, tomografia, ressonância magnética e cintilografia óssea. “E, após isso, uma biópsia, se necessário, de alguma das áreas comprometidas”, ressalta Cintia Givigi.
O tratamento depende do tipo de câncer e da situação da pessoa. “Mas tratamos como tratamos o câncer, com quimioterapia, hormonioterapia, radioterapia, imunoterapia. Em alguns casos pode ser indicado cirurgia e medicamentos antireabssortivos que são os mesmos medicamentos usados para osteoporose.”
Carolina Cardoso diz que na maioria dos casos, a metástase óssea não tem cura, pois indica que o câncer está em estágio avançado. "O objetivo do tratamento é controlar a progressão da doença, aliviar a dor, prevenir fraturas e manter a qualidade de vida. Em casos específicos — como metástase óssea solitária de certos tumores — pode haver resposta muito boa ao tratamento e sobrevida longa".
O prognóstico varia bastante e depende basicamente do tipo de câncer primário, extensão das metástases, acesso a tratamentos eficazes e resposta à estratégia empregada. "É importante ressaltar que cada paciente é único, e avanços recentes nos tratamentos de diversos tipos de câncer têm melhorado significativamente a sobrevida dos pacientes", finaliza Carolina.