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Médicos dizem que uso da aspirina para prevenir infarto deve ser reduzido

Há evidências de que o risco para efeitos colaterais graves supera os benefícios da estratégia que já foi considerada uma arma incrivelmente barata na luta contra as doenças cardíacas

Publicado em 13/10/2021 às 18h44
Aspirina
Existem evidências de que o risco para efeitos colaterais graves supera os benefícios do remédio no casos das doenças cardíacas. Crédito: Yeko Photo Studio/ Freepik

Médicos americanos afirmam que o uso da aspirina (ácido acetilsalicilico) para prevenir infarto deve ser extremamente reduzido. O medicamento, muito utilizado na luta contra as doenças cardíacas, não é mais adequado. Existem evidências de que o risco para efeitos colaterais graves supera os benefícios do remédio no casos das doenças cardíacas.

A recomendação, de acordo com a Força‑Tarefa de Saúde Preventiva dos Estados Unidos, sobre o uso de doses baixas ou de aspirina infantil se aplicaria a pessoas com menos de 60 anos que têm risco alto para doenças cardíacas. As diretrizes propostas não se aplicariam àqueles que já fazem uso da aspirina ou que já tiveram um ataque cardíaco.

Também é orientado que pessoas de 60 anos ou mais não recorram a doses baixas de aspirina (uma dose baixa varia de 81 a 100 miligramas), porque existem preocupações sobre o risco elevado relacionado à idade de sangramentos que podem ser fatais. Pesquisas mostram que o risco aumentado para sangramento - especialmente no trato digestivo e no cérebro - ocorre de forma rápida depois que o uso regular da aspirina é iniciado. As chances que aumentam com a idade.

ESTUDOS

As diretrizes não são finais. Mas podem afetar milhões de adultos com risco alto para doenças cardíacas no país. O Colégio Americano de Cardiologia e a Associação Americana do Coração já divulgaram que a aspirina deve ser prescrita de forma muito seletiva para pessoas com idade entre 40 e 70 anos que nunca tiveram um ataque cardíaco ou um derrame.  A orientação difere da nova diretriz inicial da força-tarefa, que sugere um corte total para os acima de 60 anos.

Estudos também indicaram que, embora o uso da aspirina por pessoas que nunca tiveram um ataque cardíaco ou um derrame reduza o risco para esses eventos, ele não diminui o número de mortes por doenças cardíacas ou por outras causas.

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