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Leucemia tem cura? Veja os sintomas e o tratamento

Doença da personagem Camila da novela 'Laços de Família' pode atingir de crianças a idosos e é caracterizada pelo acúmulo de células doentes na medula óssea, que substituem as células sanguíneas normais

Publicado em 19/02/2021 às 02h02
Atualizado em 19/02/2021 às 08h20
carolina dieckmann na novela Laços de Família
Na novela 'Laços de Família' a personagem de Carolina Dieckmann na novela tem leucemia. Crédito: Reprodução/ Instagram

Uma das histórias de sucesso da novela 'Laços de Família', que está sendo reprisada na TV Globo, é da personagem Camila (Carolina Dieckmann), que sofria de Leucemia Mielóide Aguda, e decide raspar a cabeça, ao notar a queda dos primeiros tufos de cabelo após a quimioterapia.

Vinte anos depois a cena continua servindo de alerta para a importância da doação de medula óssea. E fevereiro é dedicado à campanha que visa promover o debate e conscientização sobre a leucemia, a campanha Fevereiro Laranja. A doença maligna dos glóbulos brancos pode atingir de crianças a idosos e é caracterizada pelo acúmulo de células doentes na medula óssea, que substituem as células sanguíneas normais. Essa proliferação afeta diretamente a imunidade do paciente, facilitando as infecções.

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), o número de casos novos de leucemia esperados para o Brasil, para cada ano do triênio 2020-2022, será de 5.920 casos em homens e de 4.890 em mulheres. No Espírito Santo, para o biênio 2020-2021, a previsão anual é de 100 casos em homens e 80 em mulheres.

Sintomas

Os sintomas da leucemia mais comuns são a anemia, fadiga, febre, sangramentos, falta de ar, infecções recorrentes, dor de cabeça, entre outros sinais. “O paciente também pode apresentar manchas arroxeadas ou avermelhadas na pele e os gânglios linfáticos inchados, principalmente no pescoço e nas axilas”, afirma o hematologista Volmar Belisario, do Cecon/Oncoclínicas.

As leucemias podem ser divididas em aguda e crônica, conforme o tempo de evolução dos sintomas, e o tipo de célula doente. O tipo mais comum da criança é a Leucemia Linfoblástica Aguda (LLA) e no adulto predominam a Leucemia Mielóide Aguda (LMA) e as formas crônicas Leucemia Mielóide Crônica (LMC) e Leucemia Linfocítica Crônica (LLC). “Na leucemia crônica os sintomas são mais lentos, agravando gradualmente, mas mesmo assim o paciente precisa estar atento aos sinais. Já na ajuda, a progressão da doença é mais rápida, e requer tratamento urgente”, destaca Volmar.

O diagnóstico é feito por meio de exames de sangue, sendo o hemograma o principal para confirmação da doença. Se alterado, a confirmação pode ser feita por meio de um exame da medula óssea (mielograma). “Apenas em alguns casos é preciso fazer a biópsia da medula óssea”, explica o médico.

Tratamento

O tratamento da leucemia deve começar logo após o diagnóstico da doença e é indicado o tratamento quimioterápico, para matar as células cancerígenas. Em alguns casos, é proposto um transplante de medula óssea, que pode aumentar as chances de cura da leucemia. “Nessas situações, o mais difícil é encontrar um doador compatível, por isso a importância de doar, atitude fundamental para salvar vidas”, ressalta o hematologista.

Como ser um doador de medula óssea

Para ser um candidato a doador, é necessário realizar um cadastro no órgão que busca doadores no Brasil e nos registros estrangeiros, o chamado Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome). Os candidatos precisam se dirigir ao hemocentro da região para coleta de amostra de sangue e realização do cadastro. Eles devem ter entre 18 e 55 anos, estar em um bom estado de saúde, não ter doença infecciosa ou incapacitante e não apresentar doença neoplásica (câncer), hematológica (do sangue) ou do sistema imunológico. Algumas complicações de saúde não impedem a doação, mas é necessária a análise de cada caso por um especialista.

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