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Aplicativos de hospedagem, seja de pet ou humanos, garante renda extra para capixabas

Vanessa, moradora da Praia do Canto e Paula, atualmente em BH, aderiram aos apps abrindo as portas das suas residências para cachorros e pessoas

Rede Gazeta
Publicado em 06/11/2020 às 20h38
Cachorro e gato
Cachorro e gato. Crédito: Shutterstock

A nova era dos aplicativos que resolvem tudo ou quase todas as nossas necessidades chegou, se consolidou e, pelo visto, tende a continuar, a cada dia, com mais inovação e resolução para o dia a dia. Associada a essa tendência na palma da mão, muitas oportunidades também chegaram, trazendo fôlego na renda extra.

Assim como os taxistas perderam a exclusividade com a chegada dos motoristas de aplicativo, a hospedagem deixou de ser específica para hotéis e pousadas. E não apenas para humanos, como fez Paula Camargo, mas também para pets, como inovou Vanessa Capucho.

Vanessa Capucho com Fiona
A saudade da cachorrinha fez Vanessa Capucho abrir a casa para hospedar cachorros,  com a Fiona. Crédito: Divulgação

Saudade. Esse foi o gatilho que vez com que Vanessa Capucho, de 33 anos, moradora da Praia do Canto pensasse na ideia de hospedar pets no seu apartamento. “Eu tenho uma petzinha, a Amy, e atualmente ela não fica comigo aqui em Vitória, fica em Linhares com os meus pais. E a ideia surgiu por conta da saudade que estava dela. Ao mesmo tempo que eu não podia ficar com ela aqui, tinha a necessidade de ter um cachorrinho, de tomar conta, de cuidar. Saudades de ter um cachorrinho pertinho de mim”.

Sabendo dessa saudade de Vanessa por sua spitz alemã, uma amiga resolveu indicar um aplicativo para hospedagens de pets, o Dog Hero, que atualmente tem mais de 1,4 milhão de pets cadastrados, sendo 20 mil somente no Espírito Santo e 7 mil em Vitória. A ideia central do serviço é cadastrar pessoas que necessitem deixar cachorros ou gatos em residências, com pessoas que gostem e possam cuidar dos seus bichinhos. Além da hospedagem, há, ainda, o serviço de passeio com o pet, que é remunerado.

Vanessa Capucho com Boris, Lola, Sol e Millie
Vanessa já hospedou mais de um pet de uma vez, como aconteceu com Boris, Lola, Sol e Millie. Crédito: Divulgação

O serviço funciona da seguinte foma: os interessados em hospedar precisam ter mais de 18 anos de idade, passar por um processo seletivo, com preenchimento de formulários, testes e envio de fotos da residência, que possam garantir o cumprimento dos requisitos exigidos. Após esta fase, os dados são analisados por especialistas da plataforma e os hóspedes recebem treinamento para depois estarem aptos a receber o contato de interessados em deixar seus pets em hospedagem. “Tem todo um perfil para você entrar no aplicativo e hospedar cachorro ou gato. O meu perfil mesmo é só cachorro. Eu só hospedo cachorro”, contou a moradora da Praia do Canto.

De acordo com a plataforma, os valores por serviço variam conforme a região e o período de reservas. Para hospedagem, o preço médio é de R$ 45,00 e para creche e pet sitting (babá do pet), R$ 35,00. Já para passeios os valores são fixos, conforme duração e cidade. No caso de Vitória, custam a partir de R$ 19,90 e para todos os serviços a DogHero permanece com 25%.

Vanessa, que é coordenadora de comunicação, contou que já chegou a faturar R$ 2 mil por mês, somente com hospedagem de cachorros. Mas atualmente só presta esse serviço nos fins de semana. “Esse tipo de atividade pode ser uma renda extra com certeza. Eu conheço muitos anfitriões que têm esse serviço como principal, inclusive. Atualmente eu mantenho o meu trabalho, na minha profissão, e somente nos finais de semana eu faço hospedagem. Já até garanti muitos clientes fiéis, que costumam me procurar também durante a semana”, finalizou a anfitriã, dizendo que já chegou a hospedar até quatro cachorros juntos na sua residência e deixando uma dica para quem deseja entrar neste ramo: “O cachorro precisa entender que você é um amigão, que você tá ali por alguns momentos, como se ele fosse passar férias. Você precisa gostar e não tratar isso como uma renda extra apenas”, conclui a anfitriã Vanessa Capucho.

Paula Camargo, que passou a hospedar as pessoas em casa
Paula Camargo cadastrou seu apartamento em um aplicativo de hospedagem. Crédito: Divulgação

Renda extra

Foi na intenção de se hospedar num fim de ano, entre 2017 e 2018, que Paula Camargo, 35 anos de idade, na época moradora de Jardim Camburi, conheceu o Airbnb. “Eu pedi indicação de um amigo. Estava procurando um hotel ou pousada para me hospedar numa viagem que iria fazer. Foi quando ele me apresentou ao aplicativo e eu gostei muito”, disse.

Já no início de 2018, após uma mudança, Paula pensou na possibilidade de alugar seu apartamento por mês. Mas lembrou da experiência com o aplicativo de aluguéis por temporada e resolveu arriscar. “Eu estava com o apartamento sem mobília e resolvi ver se, mesmo assim, daria certo”, lembrou já afirmando que “deu muito certo”. Com a experiência ela pôde investir em mobília e, de lá para cá, não parou mais com o negócio que atualmente considera como se fosse um ‘investimento em ações’. “O retorno é variável, a renda é incerta, como investir em ações, por exemplo. Mas ainda assim a principal vantagem é a financeira”, declarou dizendo que na alta temporada o retorno é de cinco vezes mais que um aluguel mensal e, na baixa, três vezes.

Dados do aplicativo informam que no Brasil, no ano passado, 50% dos anfitriões brasileiros utilizaram o App como renda extra para manter as suas residências e 22% usaram para deixar as contas em dia. Além disso, 71% declararam que essa é a principal fonte de recursos para sobreviver.

Paula explicou ainda que a comodidade de poder usar o seu imóvel em casos eventuais é outro ponto vantajoso. “Quando eu quero reunir a família e vir para o Espírito Santo, deixo de alugar pelo período que eu preciso e acomodo todos comigo no meu apartamento”, comentou a coordenadora de produção que atualmente mora em Belo Horizonte (MG).

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