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Estranhezas capixabas: 4 curiosidades sobre Vitória aos olhos de quem acabou de chegar

Estranhezas capixabas: 4 curiosidades sobre Vitória aos olhos de quem acabou de chegar

Expressões locais, transporte inusitado e até a geografia da Capital surpreendem “focas” que desembarcaram no ES para o 28º Curso de Residência em Jornalismo

Alice Trindade

Residente em Jornalismo / [email protected]

Kayc Keven

Residente em Jornalismo / [email protected]

Mayhan Araujo

Residente em Jornalismo / [email protected]

Publicado em 21 de agosto de 2025 às 18:30

Imagem da baía de Vitória com um barco em evidência e a cidade ao fundo.
A ilha de Vitória surpreende quem vem de fora, não só pelas suas belezas. Crédito: Alice Trindade

Mudanças fazem parte do processo de adaptação humana, uma forma de viver o mundo e experimentá-lo. Porém, quando se chega a um lugar novo, a tendência ao estranhamento é quase certeira. Afinal, cada local carrega uma história e um costume diferente.

Para uma parte dos residentes em Jornalismo da Rede Gazeta, que vieram de fora do estado há pouco mais de uma semana, essa questão da mudança se mostrou evidente com relação a alguns aspectos da cidade de Vitória, principalmente em pontos do dia a dia aos quais não estavam habituados antes de desembarcarem na Capital capixaba.

Por isso, listamos quatro fatos curiosos sobre Vitória sob o ponto de vista de novos moradores. Tratam-se de impressões subjetivas, que podem soar banais para quem já vive aqui, mas que chamam a atenção dos recém-chegados.

O “grita” capixaba

Uma das primeiras expressões que surpreendem é o termo “grita”, bastante usado por jovens até a faixa dos 25 anos. A palavra, longe de significar barulho ou confusão, funciona como uma forma de concordar com algo dito. É como se fosse um “apoio total” ou “concordo”, mas com o jeito capixaba de falar.

Assim como “oxe”, no Nordeste, ou “bah”, no Sul, o “grita” cumpre um papel de identidade regional, reforçando o pertencimento entre os jovens e causando surpresa em quem o ouve pela primeira vez.

Cartão como única forma de acesso ao ônibus

Mão segurando o cartão GV do Transporte Público de Vitória
Cartão GV de acesso ao transporte público na Grande Vitória. Crédito: Alice Trindade

No transporte coletivo de Vitória, o acesso aos ônibus não é feito com dinheiro, mas exclusivamente por meio de um cartão eletrônico da própria empresa. Para quem vem de fora, onde a possibilidade de pagar em espécie ainda é comum, a regra pode soar estranha e até gerar confusão nos primeiros dias de adaptação. Vamos dar mais contexto? Entre os residentes “tipo importação”, há quem venha de Ilhéus (BA), São João del-Rei (MG) e até Florianópolis (SC).

O sistema exige que o passageiro adquira ou recarregue o cartão antecipadamente, o que pode pegar de surpresa quem está acostumado a resolver a passagem dentro do ônibus. Para os moradores locais, no entanto, a praticidade já virou parte da rotina.

Aquaviário, um ônibus que navega

Pessoa de costas caminha por passarela para Aquaviário na Praça do Papa.
Passarela para acesso ao Aquaviário na Praça do Papa, em Vitória. Crédito: Alice Trindade

Entre as opções de mobilidade urbana, Vitória conta com o sistema aquaviário, transporte público que utiliza a água como via. Ele conecta pontos estratégicos da Grande Vitória e lembra um ônibus convencional — só que navegando. Para quem nunca teve essa experiência, o embarque no aquaviário se torna uma novidade marcante.

Além de Vitória, apenas algumas capitais brasileiras, como Rio de Janeiro e Belém, oferecem esse tipo de transporte. Na Capital capixaba, o trajeto pelo mar é também uma forma de ver a cidade sob outra perspectiva, misturando mobilidade e turismo.

O serviço também ganha dimensão em números: o Espírito Santo reativou o aquaviário em 2023, e em um ano de funcionamento transportou aproximadamente 500 mil pessoas em um total de 22 mil viagens, segundo os dados publicados pela CETURB-ES (Companhia Estadual de Transportes Coletivos de Passageiros do Estado do Espírito Santo).

Vitória é uma ilha

Outra curiosidade que os residentes de fora não sabiam: Vitória é uma ilha. Cercada por pontes e paisagens litorâneas, a capital capixaba guarda esse detalhe geográfico que a torna ainda mais singular.

A cidade integra o grupo das três capitais brasileiras situadas em ilhas, ao lado de Florianópolis (SC) e São Luís (MA). Essa condição explica a presença de tantas conexões viárias e influencia diretamente a rotina de quem circula pela capital.

* Esta matéria é uma produção dos alunos do 28º Curso de Residência em Jornalismo, sob orientação da editora de conteúdo Mariana Gotardo.

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