Da vontade de ser jogador de futebol, nasceu o sonho de ser fisioterapeuta em um grande clube. Aos 16 anos, o morador de Cariacica Jamil Abdala fez o Enem pela segunda vez e saiu da prova com planos consolidados para o terceirão (último ano do ensino médio).
Para o ano que vem, ele vai mudar de escola com o intuito de se preparar melhor na reta final. Jamil combinou com a mãe de sair menos nos fins de semana — “antes eu saía todo dia se deixasse né“ ele brinca — e de dedicar mais tempo da rotina aos estudos.
O futebol continua, mas como lazer. “Em 2027 vou precisar focar em passar na faculdade primeiro”, conta, estabelecendo sua prioridade.
Treineiro pela segunda vez, ele avalia que foi melhor do que no ano passado. “Sei que posso usar a nota deste ano no futuro, se eu for bem. É sempre uma experiencia boa fazer esse tipo de prova para treino porque quando for para valer terá um melhor aproveitamento”, comenta.
Ele narrou a experiência de prova como quem comenta o desempenho em um jogo. Ele conta que a paixão pelo esporte vem de cedo. Joga desde criança e, até poucos meses atrás, defendia o Serra, onde disputou a Copa ES e o Estadual.
“Hoje jogo só na várzea, por diversão. Vou ser fisioterapeuta, mas só se eu não virar jogador” brinca, revelando encontrar também no futebol uma válvula de escape para os estudos.
“O SUS salvou a vida dele”
Para Kelly Souza Bonfim, de 24 anos, o sonho tem a ver com a própria história. Estudante de Biomedicina, ela fez o Enem para conseguir uma vaga em Enfermagem. A relação com a saúde pública vem de casa. “Meu irmão fez uma cirurgia pelo SUS quando era muito pequeno. Então o SUS salvou a vida dele”, conta.
Por isso, o tema da redação deste ano, sobre a valorização do SUS como direito universal, foi tranquilo para ela, que também já tinha trabalhado o assunto na faculdade. Na redação, Kelly falou da própria vivência e da dificuldade de financiamento do sistema: “como é difícil em questão de dinheiro também, que eu estou vendo eles diminuírem a verba”.
"Me vejo nela no meu futuro"
Estudante do Ifes, Miguel Vago Ferreira, de 17 anos, saiu de Caratoíra e levou cerca de 40 minutos de carro até o local de prova, na Multivix, em Goiabeiras. Decidiu não ir de ônibus com medo de se atrasar. Para se preparar, fez cursinho on-line.
O objetivo é a Odontologia. “Me enxergo muito nessa área e me vejo nela no meu futuro. É um desejo que me acompanha desde o início, quando comecei a estudar, e estou lutando muito para conseguir”, diz.
No próximo domingo (15), os candidatos fazem as provas de Ciências da Natureza e Matemática.
Com informações de Analu Fagundes e Camila Leão
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