Na porta da escola, em Vitória, uma professora e um ex-aluno se reencontraram neste domingo (8), primeiro dia do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2026. Thayane Baptista foi professora de inglês de Bernardo Perovano no sétimo ano. Hoje, na primeira série do ensino médio, Bernardo faz o Enem como treineiro. Aliás, assim como ele, muitos alunos que ainda não concluíram os estudos, fazem a prova para testar os conhecimentos e a habilidade de controlar o nervosismo.
Bernardo começou a se preparar pensando em usar o Enem para cursar Medicina, mas, agora, considera fazer Direito, depois de se encontrar nas Ciências Humanas.
A professora lembra de uma bronca que o aluno levou no início do ano letivo. “Ele falou: ‘tia, eu juro que vou melhorar, me dá mais uma chance’. Agora está aí, em breve na faculdade.”
Thayane reforça a importância de fazer a prova desde o início do ensino médio, para perder a ansiedade do desconhecido, já que, como treineiro, o aluno não está concorrendo à vaga em curso superior, mas se familiarizando com as provas do Enem.
Aluno do segundo ano do Ifes Vitória, Ryan de Jesus Assis é outro exemplo de quem está fazendo o Enem “mais para treinar”. Ele pensa em Economia ou Direito, mas ainda não decidiu. Como se trata de um teste de seus conhecimentos, mesmo após se esquecer de levar a caneta, Ryan não se abalou: “Se não der, ano que vem a gente tenta de novo."
Do segundo ano do curso técnico em Administração do Ifes Cariacica, Lucas Galazi foi “para pegar experiência para o ano que vem”. Ele está em dúvida entre Direito e Contabilidade e chegou de bike elétrica, enfrentando trânsito pesado. “Muito carro, muito congestionado. Se a pessoa demora para vir, é capaz dela perder o horário.”
João Guilherme Pozzobon está no terceiro ano, mas ainda faz o Enem como treineiro, porque o curso técnico em Estradas no Ifes Vitória só termina no fim do próximo ano. A meta, em seguida, é Medicina, na Ufes ou na USP. Ele estuda oito horas por dia, em dois blocos de quatro. “Começo fazendo um texto resumindo a matéria, depois assisto videoaula e finalizo fazendo questões.” Para dar sorte, foi para a prova com uma camisa do Bayern.
Amanda Maria Chagas Barros, de 17 anos, está no segundo ano e faz o Enem pela primeira vez. Ela pensa em Medicina, porque “desde pequena sempre gostei muito de biologia”, ou Relações Internacionais, por causa das línguas. Amanda estudou sozinha.
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