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Escola desenvolve projeto que cria horta e jardim para alunos

Todo o projeto é realizado com materiais recicláveis e foi levado pra casa dos alunos durante a pandemia do novo coronavírus

Publicado em 11/12/2020 às 15h08
Atualizado em 11/12/2020 às 15h08
Ana Clara Gomes, participante do projeto vencedor do Prêmio Biguá na categoria Escola
Ana Clara Gomes, aluna da escola Municipal Maria das Graças Felippe, em sua horta sustentável. Crédito: Gustavo Ribeiro

A escola tem um poder transformador na vida de qualquer pessoa. O que se aprende em sala de aula, vai ser levado para a vida toda. A escola Municipal Maria das Graças Felippe, localizada, em São Joaquim, no interior de Cachoeiro de Itapemirim, no Sul do Estado, há dois anos, resolveu ensinar de forma prática a importância de cuidar do meio ambiente.

Tudo começou quando a professora Silvia Moreira chegou para dar aula na unidade. Logo de cara, viu a oportunidade de pôr em prática o que aprendeu desde pequena: preservar e cuidar do meio ambiente. Fez isso, na área externa da escola, que estava desativada e servia como depósito de material sem uso.

“Quando cheguei na escola, vi que tinha que tornar o ambiente mais agradável. Fiz uma análise crítica em relação ao espaço, levei a proposta à pedagoga e depois para minha turma. Montei o projeto e em paralelo fomos para a prática”, contou a professora. Neste primeiro momento, foi apenas a turma dela.

Após ser feita a limpeza do local, os alunos começaram a ocupar o espaço com plantas e hortaliças. Os materiais utilizados no processo foram todos de reaproveitamento, como caixas de leite, pneus e potes. “Tudo que fomos fazendo era associado com alguma disciplina, para unir os o aprendizado com as matérias de sala de aula”, conta a professora.

Lateral da Escola Municipal Maria da Graças
Área externa da Escola Municipal Maria das Graças Felippe. Crédito: Gustavo Ribeiro

Alguns meses depois do pontapé inicial, o que começou na sala da professora Sílvia, foi ganhando espaço em outras salas de aula.“Convidamos outros professores a abraçarem o projeto e, então, a aceitação foi boa. Além dos alunos, envolvemos também a família e a comunidade”, disse a pedagoga Simone.

Ao longo do ano passado, o projeto desenvolveu e cresceu. Mas com a chegada da pandemia, logo nos primeiros meses do ano letivo,os professores tiveram que adaptar a ideia, para fora da sala de aula. “Na pandemia, a gente achou que iria ficar distante das crianças, mas conseguimos transferir o projeto pra dentro de casa. Criamos grupos em redes sociais, e, demos continuidade ao trabalho”, explicou a diretora da escola, Indrid Madeira.

Além dos Muros

Como a escola parou de forma presencial, o jeito foi fazer com que as sementes do projeto chegassem às casas dos alunos. Um desses alunos, é a Ana Clara Gomes, 10 anos, ela adotou a ideia e junto com o pai, montou no quintal de casa uma horta.

“A gente tem couve, tomate, cebolinha e vamos plantar mais coisas! A couve que a gente tem em casa, é daqui, tudo daqui”, disse a estudante. Ela é quem cuida praticamente sozinha da horta, e faz o que aprendeu na escola. “Aprendemos que com poucas coisas, conseguimos construir nossa própria horta”, disse.

Jardim vertical
Jardim vertical desenvolvidos pelos alunos durante a pandemia. Crédito: Gustavo Ribeiro

Mas a Ana Clara, não é a única aluna da escola, que levou pra dentro de casa o projeto. Ao todo são 144 estudantes da escola que de algum modo, fazem a mesma coisa. “ A gente consegue saber que a criança continua aprendendo de longe. Sempre trocamos mensagens com os pais e eles dizem que o filho está comendo o que plantou”,conta a diretora.

Ao ver o projeto continuar crescendo, a professora entende que pode proporcionar algo muito maior aos alunos, conhecimento que vai ficar pra vida toda. “O sentimento é assim, de fazer algo diferente, não só ocupar espaço no mundo, mas que essa nova forma, continue se perpetuando por várias gerações, o mundo precisa de transformar dessa forma e fazer esse elo de ligação com o meio ambiente”, finaliza Silvia.

Prêmio Biguá

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