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Trump: 'Lula pode falar comigo quando quiser'

Em resposta a jornalista da TV Globo, presidente americano disse amar o povo brasileiro e que 'as pessoas que estão comandando o Brasil fizeram a coisa errada'.

Publicado em 01 de Agosto de 2025 às 19:25

BBC News Brasil

Publicado em 

01 ago 2025 às 19:25
Imagem BBC Brasil
Falando a jornalistas, Trump disse 'amar' o povo brasileiro Crédito: Reuters
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (01/08) estar disponível para falar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
"Ele pode falar comigo quando quiser", disse Trump à jornalista Raquel Krähenbühl, da TV Globo, que perguntou ao americano se ele está aberto a negociar com o Brasil e a ter uma conversa com Lula.
Desde que Trump assumiu a Casa Branca em janeiro, ele e o presidente brasileiro nunca se encontraram ou falaram por telefone.
A nova declaração de Trump ocorre em meio a uma crise entre os dois países sobre tarifas comerciais e sanções dos EUA ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.
Perguntado por Krähenbühl sobre o que está sendo discutido em relação ao Brasil, o americano respondeu: "Vamos ver o que acontece, mas eu amo o povo brasileiro."
A jornalista, então, perguntou qual seria a motivação para as tarifas de 50%.
"As pessoas que governam o Brasil fizeram a coisa errada", respondeu Trump.
Críticos a Lula têm cobrado que o presidente se esforce por uma aproximação de Trump e demonstre isso, por exemplo, com uma ligação para o presidente dos Estados Unidos.
Imagem BBC Brasil
Há temor no entorno do presidente Lula de que um eventual contato com Trump acabe gerando constrangimentos Crédito: EPA
Entretanto, uma fonte disse à BBC News Brasil que há temor no governo de que uma ligação do tipo possa expor o presidente brasileiro a algum constrangimento como os que ocorreram em encontros de outros chefes de Estado com Trump, como o presidentes da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, e da África do Sul, Cyril Ramaphosa.
Na quarta-feira (30/07), Trump formalizou as tarifas de 50% contra o Brasil, embora quase 700 produtos tenham sido isentos da taxa. A entrada em vigor da medida foi postergada, para 6 de agosto.
Tanto as tarifas quanto as sanções são baseadas no argumento de que o Judiciário brasileiro estaria fazendo uma "caça às bruxas" contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, réu por tentativa de golpe de Estado em ação no STF, da qual Alexandre de Moraes é o relator.

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