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Coronavírus

Sobreviventes do Holocausto são vacinados contra a Covid-19

Na Áustria, a expectativa era a de que mais de 400 sobreviventes, a maioria na casa dos 80 ou 90 anos, recebessem a primeira dose em um centro de convenções em Viena

Publicado em 28 de Janeiro de 2021 às 12:59

Agência Estado

Publicado em 

28 jan 2021 às 12:59
As vacinas servem para estimular o sistema imunológico que passa a reconhecer agentes que causam doenças produzindo anticorpos
Alguns dos 8 mil membros da comunidade judaica de Viena foram vacinados em dezembro Crédito: Freepik
Centenas de sobreviventes do Holocausto foram vacinados na Áustria e na Eslováquia nesta quarta-feira (26), Dia Internacional da Memória do Holocausto, criado em reconhecimento ao sofrimento e à resiliência da comunidade judaica durante a 2.ª Guerra. Também na quarta, o Escritório Central de Estatísticas de Israel revelou que 900 sobreviventes do genocídio nazista morreram em 2020 em consequência da Covid-19.
Na Áustria, a expectativa era a de que mais de 400 sobreviventes, a maioria na casa dos 80 ou 90 anos, recebessem a primeira dose em um centro de convenções em Viena. Alguns foram trazidos de ônibus ou de ambulância, enquanto outros chegaram ao local de metrô ou acompanhados pelos filhos.
"Devemos isso a eles", disse a organizadora da campanha de vacinação de Viena, Erika Jakubovits. "Eles sofreram tantos traumas e se sentiram ainda mais inseguros durante esta pandemia."
Jakubovits organizou a campanha de vacinação com o apoio do Ministério da Saúde austríaco e trabalhadores da cidade de Viena. Alguns dos 8 mil membros da comunidade judaica de Viena foram vacinados em dezembro, quando os residentes de um asilo judeu receberam suas primeiras dose.
Em um projeto semelhante, a comunidade judaica de Bratislava, na Eslováquia, também vacinou sobreviventes do Holocausto ontem. Cerca de 128 sobreviventes receberam a primeira dose do imunizante no centro comunitário judaico da Bratislava. Outros 330 sobreviventes de todo o país receberão suas doses nos próximos dias.
A sobrevivente Viera Fischerova, de 77 anos, disse que tinha 18 meses quando sua família foi descoberta na clandestinidade - o que ela só ouviu de seus parentes, pois era muito jovem para se lembrar. "Todos os que sobreviveram tiveram de ter sorte e eu tive sorte pelo menos três vezes", contou. "O coronavírus não era nada em comparação, mas é melhor não arriscar. Essa (vacinação) é a última chance de vencer a Covid, é preciso tentar."
Israel, pátria de 197 mil sobreviventes do Holocausto, tem uma das campanhas de vacinação mais rápidas do mundo. Mais de 80% das pessoas com mais de 70 anos receberam pelo menos uma dose da vacina e quase 60% receberam a segunda dose. Mas antes do início da vacinação a Covid-19 matou cerca de 900 sobreviventes do Holocausto no país. Ao menos 5,3 mil sobreviventes contraíram a doença, informou o escritório nacional de estatísticas de Israel. 

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