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"E484K"

Reino Unido identifica 2ª mutação "preocupante" de nova cepa do coronavírus

A mutação chamada de E484K, já havia sido encontrada na África do Sul, no Rio de Janeiro e Bahia . Estudos indicam a mutação pode impactar na  vacina da Pfizer

Publicado em 02 de Fevereiro de 2021 às 14:14

Agência Estado

Publicado em 

02 fev 2021 às 14:14
Coronavírus já foi responsável por mais de 220 mil mortes no Brasil
Estudos preliminares indicam que essa nova mutação pode impactar na eficácia da vacina da Pfizer-BioNTech contra a cepa identificada no país. Crédito: Pixabay
Uma nova mutação detectada na variante britânica do coronavírus, classificada como "preocupante" por especialistas no Reino Unido, foi identificada. Essa mutação adicional, chamada de E484K, já havia sido encontrada nas cepas da África do Sul e em amostras no Rio de Janeiro e Bahia do vírus. Estudos preliminares indicam que essa nova mutação pode impactar na eficácia da vacina da Pfizer-BioNTech contra a cepa identificada no país.
"A mutação que traz mais preocupação, que chamamos de E484K, também ocorreu de forma espontânea na nova cepa de Kent (Reino Unido) em partes do país", disse Calum Semple, membro da comissão de aconselhamento científico para emergências no país, em entrevista à rádio BBC.
Um estudo preliminar divulgado nesta segunda-feira, 1, pela universidade de Cambridge indica que a vacina de Pfizer-BioNTech é eficaz contra a variante britânica, porém "menos efetiva" quando contém a mutação E484K. Segundo o estudo, neste caso são necessários "níveis substancialmente mais altos de anticorpos para neutralizar o vírus".
O receio em relação à variante da África do Sul levou autoridades da Inglaterra a iniciar uma testagem em massa de porta a porta, com a meta de chegar a 80 mil moradores em áreas onde casos de infecção com a nova cepa foram identificados.
Outro estudo, publicado há cerca de duas semanas por pesquisadores da África do Sul, sinalizou a maior resistência da variante sul-africana à vacina. Os laboratórios Pfizer e BioNTech afirmaram que vão seguir adiante com os estudos sobre as mutações, principalmente a sul-africana, e que vão "vigiar a eficácia da vacina no mundo" diante do surgimento de novas variantes.
Mesmo assim, as empresas acreditam que a "flexibilidade da vacina, baseada na tecnologia de RNA mensageiro", que injeta no corpo instruções genéticas que dizem às células o que fazer, é "apropriada para desenvolver novas versões da vacina, se necessário".
Apesar de existirem milhares de variantes do coronavírus no mundo, especialistas têm se concentrado sobretudo nessas três cepas - identificadas no Reino Unido, na África do Sul e no Brasil - pelo potencial de contágio que apresentam. 

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