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Por que nossas fotos da lua geralmente ficam horríveis

A Lua está deslumbrante… então por que nossa foto fica tão ruim? Aqui estão algumas dicas que vão te ajudar a capturar a superlua
BBC News Brasil

Publicado em 

05 dez 2025 às 05:44

Publicado em 05 de Dezembro de 2025 às 05:44

Imagem BBC Brasil
O principal problema ao fotografar a Lua à noite é a superexposição à luz, segundo Michael Brown, professor associado de astronomia da Universidade Monash, na Austrália Crédito: Sheikh Saif/BBC
Se você tiver sorte e pegar o céu limpo no final desta semana, poderá ver uma superlua grande e brilhante, com todos os seus detalhes deslumbrantes no céu noturno.
O fenômeno é visível a olho. Mas, ao tentar fotografá-lo com um smartphone, é provável que a imagem saia borrada.
Isso não significa necessariamente que você tenha habilidades fotográficas ruins. Existem explicações para a dificuldade de capturar a Lua com celulares.
Ainda assim, algumas dicas podem melhorar consideravelmente os resultados.

Efeito borrado na Lua

O principal problema ao fotografar a Lua à noite é a superexposição à luz.
"Frequentemente, vemos a Lua pequena em um fundo muito escuro, então o celular tenta fazer uma foto para noite", diz Michael Brown, professor associado de astronomia da Universidade Monash, na Austrália.
Mas estamos fotografando o lado iluminado pelo Sol, ou seja, é dia naquele ponto da Lua. Surge, então, o borrão brilhante e superexposto. Uma alternativa simples é registrar a Lua antes que escureça.
Imagem BBC Brasil
Se deixado nas configurações automáticas, o celular costuma superexpor a Lua à noite; tirar a foto durante o dia ajuda, mas a Lua ainda pode parecer minúscula Crédito: BBC
No entanto, a Lua cheia fica no lado oposto da Terra em relação ao Sol, e raramente aparece antes do pôr do sol. Para capturar a superlua, o ideal é tentar logo após o crepúsculo.
Segundo o guia de fotografia lunar da Nasa, o crepúsculo é o momento ideal porque o celular não precisa lidar com tanto contraste entre a Lua e o céu. Objetos em primeiro plano também ficam visíveis.
Mas, se você quer fotografar a Lua à noite, é possível reduzir a exposição de diferentes formas.
Imagem BBC Brasil
Uma superlua pode ser mais brilhante do que o habitual, tornando ainda mais importante evitar a superexposição Crédito: BBC
Brown explica que existem aplicativos para fotografia noturna que você pode baixar e que vão tirar uma foto da Lua com a exposição correta.
Também é possível fazer manualmente, bloqueando a exposição automática do celular e ajustando para baixo.
Em celulares com câmeras com modo profissional, é possível alterar dois componentes da exposição: ISO (sensibilidade do sensor à luz) e velocidade do obturador (tempo de abertura do obturador).
"Faça alguns testes para ver o que funciona melhor para o seu equipamento", aconselha Brown, da Monash.

Por que a Lua parece tão pequena na foto?

Apesar de parecer grande a olho nu, a Lua pode sair minúscula na foto.
Isso pode ser causado pela chamada "ilusão lunar", que engana os olhos fazendo a Lua próxima ao horizonte parecer maior do que realmente é. Ninguém sabe exatamente o motivo, mas pode estar relacionado à distância que o cérebro espera de um objeto no horizonte. Ou talvez árvores e prédios estejam fazendo a Lua parecer enorme, em comparação.
Imagem BBC Brasil
Fotógrafos podem simular a ilusão lunar posicionando a Lua próxima a um objeto em primeiro plano que também esteja distante e, em seguida, dando zoom em ambos, fazendo a Lua parecer muito maior do que realmente é Crédito: Reuters
Brown alerta para o design das câmeras de celular, que são eficientes para paisagens amplas ou selfies de perto, mas não para objetos pequenos e distantes.
Se você pensar no céu de leste a oeste como 180 graus, a Lua ocupa apenas 0,5 grau.
"Algumas [câmeras de celular] têm modos que permitem capturar quase 90 graus em uma única foto. A Lua acaba sendo só alguns por cento da imagem… pode ter apenas 50 pixels de largura", explica o astrônomo.

Cuidado ao usar o zoom

Então a solução é dar zoom, certo? Nem sempre.
A maioria das câmeras de celulares usa zoom digital, que apenas recorta a imagem e deixa a foto mais desfocada. Isso não ajuda muito.
Mas alguns modelos de celulares avançados possuem zoom óptico, ferramenta que aumenta a distância focal da lente — como em uma câmera compacta ou DSLR (com lentes intercambiáveis) — e revela mais detalhes. Esse é o tipo de zoom ideal, se disponível.
Caso não tenha, é possível usar lentes de zoom acopláveis ao celular ou apoiar o telefone em um telescópio, segurando-o junto à ocular. Mesmo um telescópio pequeno e barato pode produzir fotos da Lua com centenas de pixels, mostrando crateras e outros detalhes, explica Brown.
Imagem BBC Brasil
Um telescópio iniciante de 60 mm já consegue revelar crateras na Lua (à esquerda), enquanto um telescópio maior, de 25 cm, revelará ainda mais detalhes (à direita) Crédito: Michael Brown/Sonia Turkington
O zoom amplifica qualquer tremor da câmera, por isso é recomendado usar tripé ou apoiar o celular em superfície estável.
Para evitar movimentos ao pressionar o obturador, use o temporizador, modo de visualização ao vivo ou o botão de volume de fones de ouvido com fio como controle remoto.

Seja criativo

Se não tiver zoom óptico e precisar se contentar com uma Lua minúscula, ainda é possível tornar a foto mais interessante.
"Você pode criar uma justaposição com algo interessante [em primeiro plano]", sugere Brown.
Na verdade, Bill Ingalls, fotógrafo sênior da Nasa, alerta contra fotografar apenas a Lua. "Todo mundo vai tirar essa foto", diz ele em artigo no site da Nasa. "Pense em como tornar a imagem criativa… qualquer elemento que dê senso de lugar à sua foto."
Imagem BBC Brasil
Independentemente da câmera usada, especialistas recomendam fazer uma foto criativa, enquadrando a Lua junto a um objeto interessante em primeiro plano Crédito: Nasa/Bill Ingalls
Mas vamos admitir, nem todos conseguirão resultados profissionais. Brown observa que alguns celulares usam inteligência artificial para melhorar fotos da Lua, criando expectativas irreais sobre o que é possível com uma pequena lente.
Se quiser manter a autenticidade, mas não tiver equipamento avançado, talvez seja melhor explorar os pontos fortes do celular.
"A capacidade de detectar objetos pouco luminosos é muito boa", afirma Brown, da Monash. "Pense em outras coisas que você possa fotografar, onde o amplo campo de visão do celular possa gerar uma grande foto."
A Via Láctea, auroras e cometas brilhantes são exemplos de bons alvos, sugere o astrônomo.

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