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OMC precisa entregar resultados rapidamente, diz nova diretora

Segundo ela, as prioridades são uma ação rápida para aumentar a produção e distribuição de vacinas contra a Covid-19 e um acordo sobre como conter os subsídios à pesca

Publicado em 01/03/2021 às 16h35
Atualizado em 01/03/2021 às 16h35
Nigeriana Ngozi Okonjo-Iweala torna-se 1ª mulher a dirigir OMC
Nigeriana Ngozi Okonjo-Iweala torna-se 1ª mulher a dirigir OMC. Crédito: Reprodução/ WTO

Para continuar relevante, a OMC (Organização Mundial do Comércio) precisa "fazer as coisas de maneira diferente", afirmou a diretora-geral da entidade, Ngozi Okonjo-Iweala, em sua primeira reunião à frente da organização.

Segundo ela, as prioridades são uma ação rápida para aumentar a produção e distribuição de vacinas contra a Covid-19 e um acordo sobre como conter os subsídios à pesca (que são criticados por provocar a superexploração de peixes).

Ngozi afirmou que seria importante apresentar soluções concretas sobre esses dois temas na 12ª conferência ministerial da OMC -reunião mais importante da entidade, em geral a cada dois anos; a próxima foi marcada para o final de novembro, em Genebra.

"Não podemos fazer 'business as usual' [como sempre fazemos]. Temos que mudar nossa abordagem, de debate e rodadas de perguntas para a entrega de resultados", afirmou ela.

Embora haja muitas áreas que exigem reformas, Ngozi defendeu que a OMC se concentre nas que podem gerar resultado no curto prazo: "Queremos uma receita para o sucesso, não para o fracasso".

Entre elas está a da vacinação contra a Covid-19: "Países pobres ainda não vacinaram uma única pessoa. (...) Devemos nos concentrar em trabalhar com empresas para abrir e licenciar locais de fabricação em mercados emergentes e países em desenvolvimento".

A proposta é que os membros cheguem a uma solução provisória, enquanto continuam o diálogo sobre propriedade intelectual (o chamado acordo Trips), "para que possamos salvar vidas".

Ngozi, que antes de assumir a OMC era a presidente da aliança global de vacinação Gavi, afirmou que pretende chamar a indústria para trabalhar com a organização "na transferência de tecnologia e know-how agora".

Nos temas que exigem mais debate e tempo, como o sistema de solução de controvérsias ou os subsídios agrícolas, a ideia é preparar programas de trabalho, que seriam aprovados no encontro ministerial e serviriam de guia para discussões seguintes.

Segundo Ngozi, a OMC não está atendendo às expectativas de um ambiente de comércio em transformação. "Vindo de fora tenho notado que o mundo está deixando a OMC para trás. Líderes e tomadores de decisão estão impacientes por mudanças. Vários ministros do Comércio me disseram que, se as coisas não mudarem, ir à conferência ministerial é uma perda de tempo", afirmou ela.

De acordo com a diretora, os membros precisam começar a falar mais uns com os outros, em vez de falar uns dos outros.

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