Publicado em 22 de outubro de 2025 às 23:32
Forças americanas atacaram mais uma embarcação sob a acusação de supostamente transportarem drogas, desta vez no Oceano Pacífico, segundo informou o Pentágono nesta quarta-feira (22/10).>
De acordo com o secretário de Defesa, Pete Hegseth, duas pessoas a bordo morreram e nenhum militar ou agente americano ficou ferido.>
O barco já era monitorado pela inteligência americana e acredita-se que transportava drogas por uma rota de tráfico internacional conhecida, acrescentou Hegseth.>
Citando uma autoridade de defesa, a CBS (parceira da BBC nos EUA) informou que o novo ataque ocorreu em águas internacionais perto da Colômbia.>
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Este é o oitavo ataque americano desde 2 de setembro contra embarcações acusadas pelos EUA de tráfico de drogas, mas o primeiro no Pacífico.>
O presidente Donald Trump disse ter autoridade legal para continuar bombardeando embarcações em águas internacionais, mas afirmou que poderá recorrer ao Congresso dos EUA se decidir expandir os ataques para a terra.>
"Temos permissão para fazer isso e, se o fizermos por terra, poderemos nos voltar ao Congresso", disse Trump a repórteres no Salão Oval nesta quarta.>
Ele afirmou que seu governo está "totalmente preparado" para expandir as operações antidrogas em terra, o que marcaria uma profunda escalada.>
Ao lado de Trump no Salão Oval, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, acrescentou: "Se as pessoas querem parar de ver barcos de drogas explodirem, parem de enviar drogas para os Estados Unidos".>
Um vídeo do ataque parece mostrar uma longa lancha azul se movendo pela água antes de ser atingida pela artilharia americana.>
"Narcoterroristas que pretendem se posicionar em nossas costas não encontrarão porto seguro em nenhum lugar do nosso hemisfério", escreveu Hegseth no X (antigo Twitter). >
"Assim como a Al-Qaeda trava uma guerra contra nossa pátria, esses cartéis estão travando uma guerra contra nossa fronteira e nosso povo.">
"Não haverá refúgio ou perdão – apenas justiça", acrescentou.>
Em um memorando enviado recentemente a parlamentares americanos, que acabou vazado, o governo Trump afirmou estar envolvido em um "conflito armado não internacional" com organizações de narcotráfico.>
Pelo menos 34 pessoas já foram mortas nos ataques americanos a supostas embarcações de drogas, incluindo um ataque recente a um semissubmersível no Caribe.>
Dois homens sobreviveram ao ataque, na semana passada, e foram repatriados para a Colômbia e o Equador.>
O governo equatoriano posteriormente liberou um homem, identificado como Andrés Fernando Tufiño, alegando não haver evidências de irregularidades. >
O outro homem, da Colômbia, estaria hospitalizado.>
Trump e membros de seu governo têm justificado os ataques como medidas antidrogas necessárias para combater organizações de narcotráfico — várias das quais foram designadas como organizações terroristas pelos EUA.>
Discursando no Salão Oval na quarta-feira, Trump defendeu as operações, chamando-as de "uma questão de segurança nacional".>
A notícia do ataque surge em meio a crescentes tensões entre o governo Trump e o governo colombiano do presidente Gustavo Petro, a quem Trump chamou de "bandido" e "sujeito mau".>
"É melhor ele tomar cuidado ou tomaremos medidas muito sérias contra ele e seu país", ameaçou o presidente americano.>
No domingo (19), sem apresentar evidências para sua acusação, Trump afirmou que Petro seria um "líder do tráfico ilegal de drogas", "incentivando fortemente a produção massiva de drogas, em campos grandes e pequenos, em toda a Colômbia".>
O americano acrescentou que os EUA não oferecerão mais subsídios à Colômbia —historicamente um dos aliados mais próximos de Washington na América Latina.>
Tanto a Colômbia quanto o vizinho Equador possuem partes significativas da costa no Pacífico. Segundo especialistas, estas áreas são usadas para canalizar drogas para o norte, em direção aos EUA, através da América Central e do México.>
Estimativas da Agência Antidrogas dos EUA (DEA) indicam que a grande maioria da cocaína com destino às cidades americanas passa pelo Pacífico.>
As apreensões de drogas no Caribe — onde ocorreu a maior parte dos ataques confirmados dos EUA até agora — representam uma porcentagem relativamente pequena do total, embora autoridades americanas tenham afirmado que esse volume está aumentando.>
Até o momento, autoridades americanas ofereceram poucos detalhes sobre as identidades dos mortos nos ataques ou a quais organizações criminosas eles supostamente pertenciam.>
Cerca de 10.000 soldados americanos, bem como dezenas de aeronaves e navios militares, foram enviados ao Caribe como parte das operações.>
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