Publicado em 25 de novembro de 2025 às 16:04
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta terça-feira (25/11) o encerramento do processo que condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro a mais de 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado.>
Com isso, terá início a execução da pena — o ministro determinou que o ex-presidente ficará na mesma sala especial onde já está, na Superintendência da Polícia Federal em Brasília.>
Na decisão, Moraes determina ainda "a manutenção de disponibilização de atendimento médico em tempo integral" a Bolsonaro, "em regime de plantão".>
Também garante "o acesso da equipe médica que acompanha o tratamento de saúde do réu, independentemente de prévia autorização judicial".>
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A decisão ocorre em meio a críticas da família de Bolsonaro e de seus apoiadores de que o ex-presidente poderia morrer na prisão, devido a problemas de saúde decorrentes da facada que sofreu na eleição de 2018.>
Moraes determinou também a execução da pena para outros seis condenados no processo. Os generais Augusto Heleno e Paulo Sérgio Nogueira ficarão presos no Comando Militar do Planalto, que fica em Brasília.>
Outro condenado, o general Braga Netto, está preso preventivamente desde dezembro de 2024 no Comando da 1ª Divisão de Exército, no Rio de Janeiro. Ele cumprirá a pena no mesmo local.>
Já Anderson Torres deverá ser preso no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, que fica dentro do Complexo Penitenciário da Papuda, e é conhecido como Papudinha. O local oferece condições melhores que a Papuda.>
No momento, Bolsonaro está preso preventivamente em uma cela especial na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília.>
O ministro pode mantê-lo neste local ou decidir que ele deve ser transferido para uma unidade prisional, como o Complexo Penitenciário da Papuda.>
Já a defesa deve tentar reestabelecer a prisão domiciliar, com o argumento de que o ex-presidente tem graves problemas de saúde.>
Esse cenário, porém, ficou mais difícil depois que Bolsonaro danificou sua tornozeleira eletrônica usando um ferro de solda, o que provocou sua transferência para a PF no sábado (22/11).>
A prisão preventiva foi decretada em agosto por Moraes com o argumento de que havia risco do ex-presidente fugir do país. >
Essa medida foi determinada dentro de inquérito que investigava a atuação do seu filho, o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), nos Estados Unidos.>
Ele articulou junto ao governo de Donald Trump retaliações ao Brasil para tentar impedir a condenação de Bolsonaro, mas não teve sucesso. Agora, Eduardo vai responder a um processo criminal por obstrução de justiça.>
A defesa de Bolsonaro tinha até segunda-feira (24/11) para apresentar novos embargos de declaração, um tipo de recurso contra sua condenação, mas isso não foi feito, diante da forte expectativa de que seriam rejeitados. >
Dessa forma, Moraes determinou o trânsito em julgado do processo, ou seja, a conclusão da ação penal.>
A defesa ainda pode tentar apresentar outro tipo de recurso, os chamados embargos infringentes, que servem para questionar decisões tomadas sem unanimidade, mas ele deve ser recusado sem que o STF analise seu conteúdo.>
A jurisprudência atual da Corte estabelece que apenas decisões das Turmas que tenham ao menos dois votos divergentes podem ser contestadas por embargos infringentes. E, no caso de Bolsonaro, o placar do seu julgamento na Primeira Turma ficou em 4 votos a 1 por sua condenação.>
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