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Imunização

Médicos do Reino Unido querem revisão do cronograma da vacina da Pfizer

O Reino Unido, que enfrenta a segunda onda da pandemia, optou por vacinar o maior número de pessoas com a primeira dose das vacinas o mais rápido possível

Publicado em 23 de Janeiro de 2021 às 09:29

Agência Estado

Publicado em 

23 jan 2021 às 09:29
Pfizer aponta que vacina contra a Covid-19 apresentou mais de 90% de eficácia na análise preliminar dos testes da fase três
Pfizer aponta que vacina contra a Covid-19 apresentou mais de 90% de eficácia na análise preliminar dos testes da fase três Crédito: Reuters/Folhapress
A principal organização médica da Grã-Bretanha diz estar preocupada com a decisão do Reino Unido de dar às pessoas uma segunda dose da vacina contra o coronavírus até 12 semanas após a primeira, em vez do intervalo mais curto recomendado pelos fabricantes e pela Organização Mundial de Saúde (OMS).
O Reino Unido, que enfrenta a segunda onda da pandemia com uma cepa do vírus que pode ser mais letal, optou por vacinar o maior número de pessoas com a primeira dose das vacinas o mais rápido possível. Até agora, quase 5,5 milhões de pessoas receberam a primeira dose ou da vacina feita pela Pfizer e BioNTech ou da desenvolvida pela AstraZeneca e pela Universidade de Oxford.
A AstraZeneca disse acreditar que uma dose de sua vacina oferece proteção após 12 semanas, mas a Pfizer diz que não testou a eficácia de seu imunizante após um intervalo tão longo.
A Associação Médica Britânica pediu que o diretor médico da Inglaterra "revise urgentemente" a política para a vacina da Pfizer. A instituição diz que há "uma preocupação crescente da classe médica em relação ao atraso da segunda dose do imunizante da Pfizer-BioNTech, visto que a estratégia do Reino Unido se tornou cada vez mais isolada de muitos outros países".
A Pfizer diz que sua segunda dose deve ocorrer 21 dias após a primeira. A OMS afirma que a segunda injeção de vacinas contra o coronavírus pode ser aplicada em até seis semanas após a primeira.
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