Índia iniciará exportação de vacinas com envios para Brasil e Marrocos

As vacinas desenvolvidas pela farmacêutica britânica AstraZeneca  e pela universidade de Oxford estão sendo fabricadas no Instituto Serum da Índia

Publicado em 21/01/2021 às 14h20
Atualizado em 21/01/2021 às 14h43
AstraZeneca está no estágio final de desenvolvimento de uma vacina considerada líder contra a Covid-19
AstraZeneca está no estágio final de desenvolvimento de uma vacina considerada líder contra a Covid-19. Crédito: Adriana Toffetti/A7 Press/Folhapress

O governo da Índia deu sinal verde para a exportação de vacinas contra a Covid-19, e as primeiras remessas serão envidas ao Brasil e ao Marrocos nesta sexta-feira (22), segundo o ministro de Relações Exteriores, Harsh Vardhan Shringla, disse à agência de notícias Reuters.

O imunizante é desenvolvido pela Universidade de Oxford em parceria com a AstraZeneca e estão sendo fabricadas no Instituto Serum, na Índia. No Brasil, a vacina será feita, também com resultado de uma parceria, pela Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz).

O governo vinha tentando antecipar desde dezembro o lote de imunizantes.

O objetivo do governo era que as primeiras doses fossem usadas para dar a largada na campanha de vacinação no Brasil. Uma cerimônia no Planalto estava sendo preparada para a ocasião.

Ao longo de semanas, o chanceler Ernesto Araújo coordenou esforços para conseguir a liberação da carga a tempo de garantir o cronograma desejado pelo Planalto. O ministro, no entanto, não obteve êxito.

Em uma entrevista na segunda-feira (18), o ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, chegou a mencionar o fuso horário como uma das dificuldades diplomáticas. Nova Déli está oito horas e meia à frente do Brasil.

Foram várias as gestões diplomáticas. Bolsonaro enviou uma carta ao premiê Narendra Modi​ em 8 de janeiro pedindo urgência na concessão da autorização. Dias depois, Ernesto telefonou para seu contraparte no país asiático, Subrahmanyam Jaishankar.

Na segunda, Bolsonaro recebeu no Palácio do Planalto o embaixador da Índia, Suresh Reddy​, em novo apelo. Porém, segundo Pazuello, a previsão seguia em um inconclusivo "deverá ser resolvido nos próximos dias desta semana".

A principal crítica contra Ernesto é que ele deveria ter sido claro sobre as dificuldades políticas para que a Índia desse luz verde para a venda, uma vez que Nova Déli não quis possibilitar a venda antes de iniciar a sua própria campanha de vacinação -algo que ocorreu no sábado (16).

Além do mais, os indianos estabeleceram um plano que prevê o envio de doses primeiro para nações vizinhas (Butão, Maldivas, Bangladesh, Nepal, Mianmar e Seychelles). O comunicado divulgado pela chancelaria indiana não cita o Brasil.​

Brasil Brasil Coronavírus Covid-19 Vacina Índia Pandemia

Se você notou alguma informação incorreta em nosso conteúdo, clique no botão e nos avise, para que possamos corrigi-la o mais rápido possível

Para melhorar a sua navegação, A Gazeta utiliza cookies e tecnologias semelhantes como explicado em nossa Politica de Privacidade. Ao continuar navegando, você concorda com tais condições.

Bem-vindo

A Gazeta deseja enviar alertas sobre as principais notícias do Espírito Santo.