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Hytalo Santos preso após vídeo de Felca: as acusações que pesam contra influenciador

Influenciador foi preso na manhã desta sexta-feira (15/08) em Carapicuíba, na região metropolitana de São Paulo. Advogados dele classificaram a detenção como uma 'medida extrema'.

Publicado em 15 de Agosto de 2025 às 12:25

BBC News Brasil

Publicado em 

15 ago 2025 às 12:25
Imagem BBC Brasil
Advogados de Hytalo Santos classificaram prisão como 'medida extrema' Crédito: Reprodução/Instagram
O influenciador Hytalo Santos foi preso na manhã desta sexta-feira (15/08) no município de Carapicuíba, na região metropolitana de São Paulo.
De acordo com a Secretaria da Segurança Pública (SSP) do Estado, a prisão do influenciador e mais uma pessoa ocorreu por determinação da Justiça da Paraíba.
Policiais da 3ª Delegacia de Investigações sobre Estelionato e Crimes Contra a Fé Pública (DIG) do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) conduziram a ação.
"Além do cumprimento do mandado de prisão temporária expedido pela Justiça da Paraíba, os agentes também realizam buscas no endereço onde ele foi localizado, em cumprimento a ordem judicial. A ação segue em andamento", disse em nota a SSP.
Os advogados de Hytalo Santos classificaram a prisão como uma "medida extrema".
"Até o momento, não tivemos acesso ao conteúdo da decisão que determinou a medida extrema, o que impossibilita uma manifestação mais detalhada. Assim que tivermos ciência dos fundamentos, adotaremos todas as medidas judiciais cabíveis para resguardar os direitos de Hytalo, inclusive com o ingresso de Habeas Corpus, se for necessário", afirmaram os escritórios Ueno & Kompier Abib Advogados e Cassmiro&Galhador Advogados.
Com mais de 20 milhões de seguidores nas redes sociais, Santos mostrava, em seu canal, adolescentes que ele chamava de "turma do Hytalo" e "filhos" fazendo danças sensuais, além de outros contextos com conotações sexuais.
Este denunciou produtores de conteúdo, principalmente Hytalo, por divulgar imagens a partir da exploração de crianças e adolescentes — que são impulsionadas pelos algoritmos das redes sociais, as quais se condicionam para entregar esse material, abastecendo redes de pedofilia.
Após a denúncia, o Congresso recebeu diversos projetos de de lei que tratam da exploração de menores na internet.
O Estatuto da Criança e Adolescente (ECA) proíbe adultos de explorar imagens que violem a dignidade e a intimidade de crianças e que as exponham a vexame ou constrangimento — com previsão de pena de seis meses a dois anos de prisão.
O Ministério Público da Paraíba (MP-PB) afirmou que já investigava Hytalo desde 2024.
Na terça (12), a Justiça do Estado já havia determinado a suspensão dos perfis dele nas redes sociais, com interrupção da monetização, e a proibição de que ele tenha contato com menores de idade.
O TikTok informou que já havia banido os perfis do influenciador em abril de 2023 e em junho deste ano.
*Com informações de Rute Pina, da BBC News Brasil em São Paulo

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