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Estado-chave nos EUA, Flórida tem votação tranquila e pouca aglomeração

Estado-chave nos EUA, Flórida tem votação tranquila e pouca aglomeração

O ensolarado Estado americano é considerado um dos mais importantes na corrida presidencial entre Donald Trump e Joe Biden

Publicado em 3 de novembro de 2020 às 22:45

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Eleitores usam máscaras enquanto esperam na fila para votar na Igreja Batista Bell Shoals, em Brandon, no estado americano da Flórida
Eleitores usam máscaras enquanto esperam na fila para votar na Igreja Batista Bell Shoals, em Brandon, na Flórida. (CHRIS O'MEARA/AP/AGÊNCIA ESTADO)

Em um ano atípico em que, devido à pandemia do novo coronavírus, grande parte dos norte-americanos optou por votar com antecedência pelos correios, o clima nos locais de votação na Flórida foi de tranquilidade. Alguns eleitores estavam empunhando bandeiras e cartazes com nomes de candidatos tanto à Presidência dos Estados Unidos quanto a outros cargos, como deputados e senadores, mas o clima de cordialidade prevaleceu nesses lugares.

O ensolarado Estado americano é considerado um dos mais importantes na corrida presidencial entre Donald Trump e Joe Biden, e o que se viu em postos de votação como igrejas, escolas e bibliotecas foram poucas filas, prática do distanciamento social e pouca aglomeração.

Segundo estimativas do Consulado-Geral do Brasil em Miami, cerca de 300 mil brasileiros vivem na Flórida atualmente. A grande maioria está concentrada nos condados de Miami-Dade, Broward, Palm Beach - região Sul da Flórida - e Orange, onde fica a cidade de Orlando. Para votar, é obrigatório ser cidadão norte-americano e ter se registrado com antecedência. Imigrantes portadores de green card não têm autorização para votar.

Em uma igreja luterana na cidade de Deerfield Beach, cidade localizada a 1 hora de Miami e que tem um grande número de brasileiros, eleitores que seguravam cartazes e guias de votação faziam boca de urna, prática proibida.

"Eu sou a favor do presidente Trump porque ele fez um trabalho incrível. Não tenho nada do que reclamar do governo dele. Pelo contrário, tenho medo que os democratas ganhem essa eleição e envergonhem os Estados Unidos perante o mundo, incluindo o Brasil", afirmou o eleitor americano John Davis, aposentado, que acredita que Joe Biden vai "entregar os EUA para estrangeiros, como a China, e para países petroleiros".

O casal de brasileiros Ellen e Leonardo Jannuzzi votou em Miami, onde moram e são registrados. Eles afirmam que votaram no atual presidente pelo que ele fez pela economia americana e por temerem que Joe Biden aumente impostos.

"Biden disse em alto e bom som que vai aumentar os impostos daqueles que ganham mais de 400 mil dólares por ano. Os nossos patrões ganham isso e, se ele aumentar o imposto dos nossos empregadores, isso vai impactar diretamente no nosso trabalho e na economia em geral", justificou Ellen.

Já a brasileira Camila Melo, que optou por votar com antecedência, explica porque votou em Biden. "Meu voto foi para o Joe Biden pelo fato de ele ser o oposto de Trump. Ele tem planos pra um futuro melhor e quer governar o país para todos, não somente para aqueles que o apoia. A mensagem dele é de união Joe Biden ajudou esse país a se erguer na crise econômica de 2008 (quando foi vice-presidente de Obama) e ele vai ajudar a erguer os Estados Unidos mais uma vez", disse a carioca.

ESTADO-PÊNDULO

A Flórida é considerada um Estado-pêndulo, ou seja, Estado indefinido onde não há predominância de um único partido. Isso quer dizer que, em eleições anteriores, o pleito já foi vencido por democratas e republicanos.

Na opinião da advogada de imigração brasileira Renata Castro, que vive nos Estados Unidos há mais de 20 anos e já foi candidata por duas vezes a vereadora pelo Partido Democrata, essa é a razão pela qual os candidatos ficam de olho no Estado.

"A Flórida, depois de Nova York e Califórnia, é um Estado com grande número de votos no Colégio Eleitoral e que passa por muitas mudanças. É um Estado que ano após ano recebe moradores de diversas localidades e cada vez mais eleitores com opiniões políticas distintas, além de imigrantes do mundo todo. Isso, sem sombra de dúvida, contribuirá para uma nova dinâmica eleitoral no Estado da Flórida".

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A advogada teme que, caso Biden vença, Trump não aceite a derrota e as eleições se transformem em uma grande briga judicial. "Trump já afirmou que vai declarar vitória se a disputa for apertada e levará a disputa aos tribunais caso Biden ganhe".

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