Publicado em 5 de janeiro de 2026 às 16:09
Após ameaças em relação à Colômbia e a Cuba, Donald Trump voltou a propor a anexação da Groenlândia pelos Estados Unidos.>
"Precisamos da Groenlândia do ponto de vista da segurança nacional", disse o presidente dos Estados Unidos, em declarações à imprensa. >
O primeiro-ministro da Groenlândia, Jens Frederik Nielsen, respondeu às declarações do republicano descrevendo a anexação como uma "fantasia".>
"Já chega", disse Nielsen. "Chega de pressão. Chega de insinuações. Chega de fantasias de anexação. Estamos abertos ao diálogo. Estamos abertos a discussões. Mas isto deve acontecer pelos canais adequados e com respeito pelo direito internacional.">
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A primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, já havia afirmado que os "EUA não têm o direito de anexar nenhuma das três nações do reino dinamarquês".>
Frederiksen acrescentou que a Dinamarca, "e, portanto, a Groenlândia", era membro da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) e abrangida pela garantia de segurança da aliança, e afirmou que um acordo de defesa que concedia aos EUA acesso à ilha já estava em vigor.>
A primeira-ministra dinamarquesa divulgou sua declaração depois que Katie Miller — esposa de um dos principais assessores de Trump, Stephen Miller — publicou nas redes sociais um mapa da Groenlândia com as cores da bandeira americana e a palavra "EM BREVE".>
O embaixador dinamarquês nos EUA respondeu à publicação, feita por Miller — uma podcaster de direita e ex-assessora de Trump durante seu primeiro mandato — com um "lembrete amigável" de que os dois países eram aliados e dizendo que a Dinamarca esperava respeito por sua integridade territorial.>
A discussão sobre o futuro da Groenlândia surge na sequência da grande ação militar contra a Venezuela no sábado (3/1), que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro e sua esposa, que foram levados para Nova York.>
Após a operação, Trump afirmou que os EUA "governariam" a Venezuela e que as empresas petrolíferas americanas "começariam a gerar lucro para o país".>
O líder americano e integrantes do seu governo também fizeram ameças à Colômbia e Cuba. >
A bordo do Air Force One, avião presidencial dos EUA, o presidente americano foi questionado por jornalistas se os EUA iriam realizar uma operação militar contra a Colômbia. Trump então respondeu: "Para mim, parece uma boa ideia.">
"A Colômbia também está muito doente, governada por um homem doente, que gosta de produzir cocaína e vendê-la para os Estados Unidos, e ele não vai continuar fazendo isso por muito tempo", continuou Trump, em uma aparente referência ao presidente colombiano, Gustavo Petro.>
Petro rejeita as acusações de Trump. "Não sou ilegítimo, nem sou narcotraficante. Meu único patrimônio é a casa da minha família, que continuo pagando com meu salário. Meus extratos bancários foram divulgados. Ninguém pode dizer que gastei mais do que ganho. Não sou ganancioso", escreveu o presidente colombiano na rede X, nesta segunda-feira (5/1).>
Trump já havia mencionado Petro e seu governo no sábado (3/1). "É melhor ele ficar esperto", disse durante a primeira coletiva de imprensa após os ataques.>
Na ocasião, o presidente americano também citou Cuba. "Cuba será um assunto sobre o qual acabaremos conversando".>
"Queremos ajudar o povo de Cuba, queremos também ajudar as pessoas que foram forçadas a sair de Cuba.">
O secretário de Estado, Marco Rubio, disse ainda: "Quando o presidente fala, devemos levá-lo a sério", acrescentando que muitos dos guardas que ajudaram a proteger Maduro durante a incursão americana eram cubanos.>
"Se eu morasse em Havana e fizesse parte do governo, no mínimo estaria preocupado", acrescentou Rubio.>
Toda essa situação reacendeu os temores de que os EUA possam considerar o uso da força para garantir o controle da Groenlândia, especialmente porque o presidente americano já se recusou a descartar essa opção. >
Trump alega que a anexação da Groenlândia aos Estados Unidos atenderia aos interesses de americanos devido à sua localização estratégica e à abundância de minerais essenciais para os setores de alta tecnologia.>
A Groenlândia, com uma população de 57.000 habitantes, possui ampla autonomia desde 1979, embora a defesa e a política externa permaneçam sob controle dinamarquês.>
Embora a maioria dos groenlandeses seja favorável à independência da Dinamarca, as pesquisas de opinião mostram uma oposição esmagadora à anexação aos EUA.>
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