Publicado em 11 de fevereiro de 2026 às 16:09
A aguardada reinvenção deO Morro dos Ventos Uivantes, dirigida por Emerald Fennell e estrelada pelos astros australianos Jacob Elordi e Margot Robbie, dividiu os críticos de cinema antes de seu lançamento — previsto para esta quinta-feira (12/2) no Brasil. >
O conto gótico de paixão, obsessão e vingança de Emily Brontë acompanha o relacionamento entre a livre e obstinada Cathy e o atormentado, porém cruel, Heathcliff.>
Peter Bradshaw, do jornal The Guardian, descreveu a nova adaptação para o cinema como um "erro emocionalmente vazio, no estilo romance de banca sensacionalista", em uma crítica de duas estrelas.>
Já Robbie Collin, do The Telegraph, mostrou muito mais entusiasmo, concedendo cinco estrelas e elogiando o filme como "resplandecentemente extravagante, viscoso e selvagem".>
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O filme vem atraindo atenção — e certa controvérsia — desde que foi anunciado, especialmente por causa do elenco e de cenas aparentemente inspiradas em BDSM.>
Ambientado no final do século XVIII e início do XIX, O Morro dos Ventos Uivantes traz Elordi, 28, e Robbie, 35, como os famosos amantes da literatura, Heathcliff e Catherine Earnshaw.>
O filme está sendo divulgado com aspas no iítulo, para sugerir que se trata de uma interpretação pessoal de Fennell do romance clássico, enquanto a cantora Charli XCX, conhecida pelo álbum Brat, compôs a trilha sonora que acompanha a produção.>
Peter Bradshaw, do The Guardian, afirmou que Fennell "eleva o tom camp" em sua reinvenção — sendo camp um estilo estético marcado pelo exagero, teatralidade, artificialidade assumida e um certo gosto pelo dramático e pelo kitsch. Ele descreve o filme como "um ensaio fotográfico de moda de 20 páginas de pura frivolidade, com corpetes rasgados em pedaços e um toque provocante de BDSM".>
Já Robbie Collin, do The Telegraph, antecipou críticas de que o filme poderia carecer de profundidade, mas apresentou uma defesa enfática da obra.>
"Estilo acima de substância? De forma alguma — é mais que Fennell entende que o estilo pode ser substância quando é bem executado", escreveu.>
"As paixões de Cathy e Heathcliff vibram em suas roupas, em seus arredores e em tudo ao seu alcance, e você sai do cinema tremendo na frequência privada deles.">
A editora Mills & Boon foi mencionada em mais de uma crítica, com Dulcie Pearce, do The Sun, sugerindo que o filme teria substituído trechos do livro de Brontë por páginas de romances sentimentais da editora.>
"Este drama excessivamente estilizado é intenso e divertido — mas, infelizmente, é sexo acima de substância", escreveu Pearce.>
Clarisse Loughrey, do The Independent, deu apenas uma estrela ao filme e afirmou: "A adaptação espantosamente ruim de Emerald Fennell é como um Mills & Boon sem vigor.>
As atuações de Robbie e Elordi quase ultrapassam o limite da pantomima, enquanto as provocações de Fennell parecem definir os pobres como desviantes sexuais e os ricos como pudicos ingênuos.">
Outros críticos foram mais elogiosos, como Danny Leigh, do Financial Times, que concedeu três estrelas ao filme.>
"À medida que a tensão sexual aumenta, o clima lembra um Carry On de arte, com tomadas prolongadas de claras de ovo viscosas", escreveu.>
"O restante do filme prende a atenção com tanta força que Charli XCX faz a trilha sonora e você nem percebe.">
Leigh não foi o único crítico a comparar Wuthering Heights a um filme da série Carry On.>
Em uma crítica de três estrelas, Donald Clarke, do Irish Times, observou que "a surpresa para muitos será o quão de perto essa suposta desconstrução se mantém fiel à estrutura da narrativa original de Emily Brontë".>
Ele destacou que a cena de abertura estava "mais próxima de Carry on Heathcliff do que de Os 120 Dias de Sodoma".>
Houve ainda outra crítica de três estrelas, desta vez de Beth Webb, da Empire, que descreveu o filme como "indiscutivelmente elaborado com perícia".>
"Fennell lança mão de todos os recursos nesta adaptação em forma de sonho febril, que estimula os sentidos enquanto evidencia o crescente poder de estrela de Elordi", afirmou. "Se ao menos sua energia eletricamente erótica fosse sustentada até o final.">
David Rooney, do The Hollywood Reporter, elogiou a química entre Elordi e Robbie.>
"Os protagonistas são cativantes e a química entre eles é eletrizante", afirmou. "Robbie está em plena forma, equilibrando-se entre uma imprudência irritante e um arrependimento devastador.>
A reformulação de Fennell flerta com a insanidade e, se você conseguir deixar de lado ideias preconcebidas sobre como essa história deveria ser contada, é possivelmente o filme mais puramente divertido da roteirista e diretora.">
Houve mais elogios ao relacionamento dos dois em cena por parte de Vicky Jessop, do Standard, que concedeu quatro estrelas ao filme e escreveu: "Robbie e Elordi têm química de sobra nesta adaptação assumidamente exagerada e camp do livro de Emily Brontë.>
Emerald Fennell nos entrega um maximalismo sujo e sem pudor", acrescentou.>
Já Kevin Maher, do The Times, não se convenceu e atribuiu apenas duas estrelas.>
Fazendo referência ao papel marcante de Robbie em Barbie, dirigido por Greta Gerwig, ele a descreveu como uma "Barbie Brontë" e argumentou que Fennell "condenou Elordi com uma caracterização fatalmente superficial, reformulando Heathcliff como um galã emburrado com um sotaque de Yorkshire vacilante".>
Outras críticas variaram desde uma avaliação de duas estrelas de Brian Viner, no The Daily Mail, até a opinião de Therese Lacson, da Collider, de que Brontë "está absolutamente se revirando no túmulo".>
Em outro veículo, David Sims, do The Atlantic, opinou que este é o "melhor filme de Fennell até hoje — uma experiência carnal intensa e arrebatadora no cinema".>
"O Morro dos Ventos Uivantes" estreia nos cinemas do Brasil em 12 de fevereiro de 2026>
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