Publicado em 26 de setembro de 2025 às 14:32
Antes mesmo que o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, começasse seu discurso na Assembleia Geral da ONU, nesta sexta-feira (26/9), houve tumulto no salão. >
Delegados de vários países — entre eles o Brasil— se retiraram em protesto, enquanto outras pessoas na plateia aplaudiam. >
Netanyahu quis falar diretamente ao povo americano com seu discurso. >
Fez referências ao 11 de setembro, agradeceu nominalmente ao presidente dos Estados Unidos — o que arrancou aplausos da delegação do país — e disse que Donald Trump está do seu lado em relação à situação com o Irã.>
>
O primeiro-ministro israelense tem constantemente tentado retratar a guerra em Gaza como um confronto entre o bem e o mal e enquadrar as ações de Israel como "uma luta contra o terrorismo". >
No discurso na ONU não foi diferente. Netanyahu usou o palco para rebater a organização e a grande maioria dos países que juntos exigem um cessar-fogo imediato, libertação dos reféns do Hamas, o fim da construção de assentamos e a criação do Estado Palestino.>
Ele também negou que Israel está deliberadamente atacando civis e rejeitou acusações de genocídio ou que esteja fazendo as pessoas passarem fome de propósito. >
No início deste mês, uma comissão de inquérito da ONU afirmou que Israel cometeu genocídio contra palestinos em Gaza. A comissão citou declarações de líderes israelenses e o padrão de conduta das forças israelenses como evidência de intenção genocida. >
O Ministério das Relações Exteriores de Israel disse que o relatório é "distorcido e falso".>
Netanyahu deixou o palco sob aplausos de pé da delegação e de um grande grupo de observadores na sacada acima do salão da Assembleia Geral.>
Alguns ergueram os punhos em apoio ao primeiro-ministro israelense — um forte contraste com os assentos oficiais dos delegados no salão principal abaixo, que estavam praticamente vazios.>
Confira cinco conclusões do discurso de Netanyahu na ONU:>
>
Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rápido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem.
Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta