No melhor janeiro em 13 anos, a produção de motos chegou a 166,1 mil unidades no mês passado, 17,6% acima do número registrado em janeiro de 2024. Na comparação com dezembro, o crescimento foi de 34%, conforme balanço divulgado nesta terça-feira, 11, pela Abraciclo, a associação que representa as montadoras de motocicletas do polo industrial de Manaus (AM), onde está concentrada a maior produção do veículo no País.
Desde 2012, quando foram montadas 177 mil motos no mesmo mês, não se registrava um volume tão alto em janeiro. Conforme o presidente da Abraciclo, Marcos Bento, o desempenho reflete a ampliação da capacidade produtiva e a criação de 1,7 mil novos postos de trabalho no ano passado. Para 2025, a Abraciclo prevê a produção de 1,88 milhão de motos, 7,5% a mais do que no ano passado.
As vendas no primeiro mês do ano, de 152 mil unidades, tiveram alta de 14,4% na comparação com janeiro de 2024 e subiram 3,3% frente a dezembro. A média diária de vendas em janeiro, que teve 22 dias úteis, foi de 6.908 unidades. O resultado também atingiu um patamar histórico, já que, segundo a entidade, foi o melhor janeiro do varejo registrado até então.
O setor também exportou 2,8 mil motocicletas no mês passado, com alta de 12,5% no comparativo interanual. Ante dezembro, o crescimento dos embarques foi de 11,5%.
Baixa cilindrada na frente
As motocicletas de baixa cilindrada foram as mais produzidas nesse mês, com 130.658 unidades e 78,7% do total. Em segundo lugar ficaram os modelos de média cilindrada (31.886 motocicletas e 19,2% do total fabricado), seguido pelas de alta cilindrada (3.557 unidades e 2,1%).
Em termos porcentuais, os modelos de média cilindrada apresentaram o maior crescimento, de 25,5%. “Essa é uma tendência natural do mercado, fruto da demanda dos consumidores por modelos com mais recursos tecnológicos e maior desempenho”, explica o presidente da Abraciclo, Marcos Bento.
A street foi a categoria mais produzida em janeiro, com 87.192 unidades e 52,5% do volume fabricado. Em segundo lugar, ficou a trail (19,8% da produção), seguida pela Motoneta (com 13,5%).