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Publicado em 19 de março de 2026 às 07:00
- Atualizado em 2 horas
A Honda apresentou a CBR1000RR-R Fireblade SP 2026, atualização da sua principal motocicleta superesportiva, que chega ao Brasil com 215 cv de potência e uma série de mudanças voltadas ao controle da moto em altas velocidades. Entre os destaques estão a nova geração de suspensão eletrônica da Öhlins, revisões na entrega de potência do motor e alterações no chassi para melhorar a precisão em curvas. >
Embora a arquitetura básica da Fireblade atual tenha sido lançada em 2020, a marca voltou a trabalhar em pontos específicos da motocicleta que influenciam diretamente o comportamento na pilotagem. O objetivo foi ajustar a forma como a potência chega ao asfalto e aumentar a previsibilidade da moto em curvas rápidas e acelerações fortes.>
O motor continua sendo um quatro cilindros em linha de 1.000 cc, com 215 cv e 11,4 kgfm de torque, números que mantêm a Fireblade entre as superbikes mais potentes disponíveis em produção.>
O trabalho da engenharia, porém, não se concentrou apenas na potência máxima. A principal mudança foi a revisão da forma como o motor entrega essa força, algo essencial em motos com mais de 200 cv.>
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Uma das novidades é o acelerador eletrônico Throttle By Wire com dois atuadores independentes. Na prática, isso permite controlar separadamente a abertura das borboletas de admissão dos cilindros, o que melhora a resposta do acelerador em saídas de curva e em acelerações parciais.>
Esse tipo de solução é comum em motos de competição e busca tornar a potência mais previsível para o piloto, reduzindo reações bruscas do motor.>
O conjunto mecânico também recebeu alterações como virabrequim mais leve, revisão do sincronismo das válvulas e relações de câmbio mais curtas, medidas que favorecem aceleração.>
Em motos desse nível de potência, grande parte do comportamento depende da eletrônica. A Fireblade 2026 utiliza uma IMU de seis eixos, responsável por monitorar inclinação, aceleração e rotação das rodas para alimentar os sistemas de assistência.>
A partir dessas informações, o piloto pode configurar três modos de pilotagem, que alteram parâmetros como potência do motor, freio-motor, controle de empinada e atuação do controle de tração.>
O sistema HSTC (Honda Selectable Torque Control) oferece nove níveis de intervenção. Quanto maior o nível, maior a interferência da eletrônica para evitar perda de tração da roda traseira.>
Também fazem parte do pacote Launch Control, que limita a rotação do motor em largadas, e quickshifter, que permite trocas de marcha sem uso da embreagem.>
Um dos pontos mais relevantes da atualização está na suspensão. A Fireblade SP 2026 passa a usar a terceira geração do sistema eletrônico da Öhlins, chamado Smart Electronic Control. Segundo a fabricante, é a primeira moto de produção a utilizar essa evolução do sistema.>
Na prática, o conjunto combina garfo invertido de 43 mm na dianteira e amortecedor traseiro TTX36, ambos controlados eletronicamente. Sensores monitoram o comportamento da moto e ajustam a suspensão conforme aceleração, frenagem ou inclinação.>
Outra novidade é que o piloto pode regular a pré-carga das molas diretamente pelo painel da moto, algo incomum mesmo em modelos de alto desempenho.>
O chassi de alumínio também recebeu revisões estruturais. A Honda reduziu a rigidez lateral em cerca de 17%, mudança que pode parecer contraintuitiva, mas que segue uma tendência em motos de competição. Estruturas excessivamente rígidas dificultam a leitura do limite de aderência dos pneus. Ao permitir um pouco mais de flexibilidade, o piloto consegue sentir melhor o comportamento da moto em curvas.>
A distância entre-eixos também foi reduzida em 5 mm, enquanto a distribuição de peso permanece próxima de 53% na dianteira e 47% na traseira.>
A carenagem ganhou novas aletas aerodinâmicas, posicionadas mais à frente. Elas aumentam a pressão aerodinâmica sobre a roda dianteira, ajudando a reduzir a tendência de empinar durante acelerações. Outra mudança está na posição de pilotagem. O guidão foi reposicionado 19 mm mais alto e 23 mm mais recuado, enquanto as pedaleiras ficaram 16 mm mais baixas, alterações que ampliam o controle do piloto sem comprometer a postura esportiva.>
O painel TFT de 5 polegadas permanece totalmente personalizável e agora exibe informações adicionais durante o aquecimento do motor, limitando temporariamente o giro máximo.>
A Honda CBR1000RR-R Fireblade SP 2026 já chegou às concessionárias brasileiras, com estreia em março. O preço público sugerido é de R$ 189.174, base São Paulo, sem incluir frete ou seguro. A marca oferece três anos de garantia sem limite de quilometragem, além de assistência durante o período.>
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